segunda-feira, 15 de julho de 2013

A queda

A gente vai cair um dia. E você também, se já caiu, certamente cairá novamente. As coisas tem um sério problema em se manterem no ar. Precisam de força para permanecerem por lá, é assim com o avião e a necessidade de potência na turbina, o pássaro e o bater contínuo das asas e o paraquedas que precisa estar aberto corretamente. Mais importante que cair é poder se levantar e bem. Mas escutamos pouco sobre isso. Eu escuto. Vivemos num mundo e numa sociedade onde devemos ser perfeitos sempre.

Temos que ser bons em tudo e o tempo todo. Não podemos errar e, pior, não só não podemos errar como não podemos ser vistos errando e, ainda pior, as pessoas não podem saber do nosso erro. Sinceramente, não sei o que é pior. Sei que qualquer tipo de queda pode causar sérios danos à saúde e a imagem. Mas quando a saúde padece a compreensão das pessoas é maior. Elas ficam consternadas com a possibilidade da morte ou sei lá. Quando não envolve saúde, o julgamento é rápido e a condenação mais ainda., e ela vem por pessoas que pensam que são melhores que você. Elas acreditam nisso, ou porque não cometeram o mesmo erro ou por pensarem que jamais cometeriam igual delito.

A premissa é clara e incisiva, se eu jamais cometeria o mesmo erro que você logo, sou melhor. Eu nunca me senti assim, mas , confesso que já julguei muitos as pessoas. O que me deixa aliviado é saber que todo mundo faz isso também. Estou tentando melhorar, tentando mesmo. Somos seres humanos e não podemos julgar ninguém. Precisamos nos colocar na pele do outro para saber e até entender para poder ajudar. Cada caso sempre será um caso e vice-versa. Cada um com seu cada um e é um mais complicado que o outro. E será assim sempre. Hoje posso ver e analisar melhor as pessoas antes de julgá-las, embora seja difícil. Na verdade as quedas são sempre condenadas. E aí quem cai se isola ou tem que se retirar. É assim em qualquer lugar, salvo se acontecer as situações acima já mencionadas ( não podemos ser vistos errando e as pessoas não podem saber do nosso erro). Nestes casos, tudo bem, você pode levar numa boa. Penso que podemos tentar aprender algo com isso. Time que está ganhando não se mexe, mas o que perde e cai, sim.

Quando penso em queda vem à mente um lindo texto bíblico que está no livro de gênesis. Na ocasião Deus exorta Caim sobre o que ele está pensando em fazer, que é matar o irmão Abel. Percebendo a queda iminente Ele, ainda dá um grande conselho a Caim:
O Senhor disse a Caim: "Por que você está furioso? Por que se transtornou o seu rosto?
Se você fizer o bem, não será aceito? Mas se não o fizer, saiba que o pecado o ameaça à porta; ele deseja conquistá-lo, mas você deve dominá-lo" (Gênesis 4:6-7)


É por isso que caímos, porque insistimos em fazer o dá na telha, o que achamos que devemos fazer mesmo sabendo que não vai dar certo. O final da história é de conhecimento de todos, Caim matou o irmão Abel. Mas penso muito neste versículo em que o Senhor diz que o pecado ameaça à porta e que devemos dominá-lo. Pense nisso quando você errar e cair. Você saberá que está tomando atitudes para que isso aconteça. Ninguém cai sem saber que está caindo. Temos o livre arbítrio de fazer o que queremos, podemos fazer tudo o que estiver ao nosso alcance e o que não tiver também.  Mas isso não significa que as pessoas deem as costas para nós e nos tratem como pessoas inúteis. 

Se a inevitável queda acontecer saiba também que terão muito mais pessoas dispostas a manter você caído do que para te ajudar a levantar. São aquelas que, por não terem feito a mesma bobagem que você, o colocarão num nível inferior. Peço a Deus que exista pelo menos uma pessoa que tente, até o último segundo, impedir a sua queda e, que exista ao menos duas que ajudem você a se levantar quando estiver caído. 

Grande abraço.
Fernando dos Santso

segunda-feira, 24 de junho de 2013

O Dia D dos protestos no Rio de Janeiro


Os últimos dias foram marcados por eventos que, literalmente, incendiaram o país. Os protestos de rua que começaram por causa dos 20 centavos e depois chegaram à conclusão que não eram apenas os ditos 20 centavos, marcaram o Brasil em praticamente todos os estados. O Movimento Passe Livre conseguiu com que as tarifas fossem reduzidas em várias partes do país, inclusive nos estados mais “teimosos” e relutantes como Rio de Janeiro e São Paulo. É claro que, junto com as manifestações veio uma explosão de violência sem precedentes causando, inclusive, mortes em  pelo menos dois estados.
  
Concentração em frente à Igreja da Candelária 
O Dia "D" aqui no Rio de Janeiro foi na quinta-feira, dia 20, um dia após prefeito e governador anunciarem a redução da tarifa. Resolvi ir com amigos da faculdade. Eu até esperava passar dificuldades por conta da violência crescente que marcou os outros protestos que ocorreram na cidade. Mas não esperava passar pela verdadeira aventura que foi àquele dia. Muitas eram as reivindicações, desde a PEC 37, a Proposta de Emenda Constitucional que limita o poder de investigação do Ministério Público, o fim da corrupção, ]a melhor utilização dos recursos públicos e até a não realização da Copa e da Olimpíada.

No início tudo estava lindo, as pessoas com suas faixas e cartazes desfilavam pela Avenida Presidente Vargas, a principal do Centro da Cidade. Já passava das 16 horas e a concentração de gente era grande. A preocupação com os estabelecimentos públicos e particulares era grande, pois os bancos e as lojas eram o principal alvo dos vândalos que sempre saqueavam as lojas quando o protesto chegava ao fim. A saída encontrada por eles foi tampar as fachadas com tapumes, o que acabou se revelando atitude insuficiente para conter os bandidos. Os tapumes foram usados como escudos pelos manifestantes que partiram para cima da tropa de choque.

Alguns cartazes eram interessantes, muitas pessoas se utilizaram do humor para passar sua mensagem. O protesto de quinta não tinha um objetivo definido, algo que me incomodou um pouco. Era um protesto sobre tudo o que incomodava a população. Por um lado este caráter fragmentado das manifestações se mostrou interessante pelo fato de não haver apenas uma ou duas demandas a serem resolvidas para a população. Pelo outro achei ruim por conta de serem tantas vozes a serem ouvidas que receio que nem todas encontrarão ouvidos para tal. Muitas pessoas usavam a máscara símbolo do anonymous que, ao meu ver, não tinha nada a ver com Brasil. Mas tudo bem, é minha opinião sobre o assunto. Você poderia encontrar uma pelo preço de 10 reais. 
Muitos cartazes traziam mensagens contra a PEC 37


Ainda assim, de acordo com estimativas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Não sei como só existe eles para fazerem isso) cerca de 300 mil pessoas estavam presentes no protesto. Eu, particularmente, achei que tinha muito mais gente. O objetivo era partir da Candelária e terminar na Prefeitura Municipal, que ficava no final da avenida. Não achei uma boa ideia, pois nas últimas manifestações os incidentes ocorriam justamente porque as pessoas queriam depredar os órgãos do governo. Foi assim em São Paulo, Brasília e no próprio Rio quando pessoas tentaram invadir a Assembléia Legislativa no protesto de segunda feira (17).

Não deu outra, quando chegaram à prefeitura a confusão começou. Algumas pessoas iniciaram brigas e incendiaram tudo o que viram pela frente, inclusive um carro da reportagem do SBT. Não consegui avançar para ver o que estava acontecendo lá na frente. Fiquei encaixotado no meio sem ter chance e coragem de ver o que ocorria lá na frente. Então recuamos e voltamos em direção ao ponto de início da passeata. Até aí, tudo tranquilo, mas quando o grupo começou a chutar e derrubar os tapumes da obra de uma biblioteca começou a confusão perto do meu grupo.

O Batman e a Batgirl vieram com suas mensagens
Cada um correu para um lado e para rua que a gente ia um conflito estava acontecendo. Tentamos chegar na estação do metrô da Carioca e uma galera voltava de lá dizendo para não irmos por ali. Então tentamos chegar na zona portuária e mais uma vez um mundaréu de gente voltando dizendo para não ir para lá. Foi aí que um do grupo teve a brilhante ideia de subir num morro localizado no bairro da Gamboa, colado no Centro do Rio. Enquanto a multidão vinha, entramos na ladeira. Havia dois policiais patrulhando a entrada da ladeira, quando viu a gente entrando apressadamente na rua, um deles desembainhou pistola, mas quando viu que o grupo era pequeno e pacífico recolheu a arma e deixou a gente subir.

A esta altura eu já estava desesperado, tentei argumentar para não entrarmos ali, mas não fui ouvido e a galera foi subindo, subindo. O cara que deu a brilhante ideia disse depois que tinha visto a rua no Google Maps, vê se pode? Fomos orientados pelos moradores a entrar numa igreja que tinha lá em cima. No local nos receberam super bem e dali escutamos o barulho de tiros e bombas, ou seja, o negócio estava brabo lá embaixo.

Quando o negócio acalmou fomos levados por moradores da região ao outro lado da comunidade para tentar pegar um ônibus para casa. Conseguimos chegar na zona portuária e a um lugar mais tranquilo para todo mundo pegar seus respectivos ônibus e irem para suas casas. Eu fui o que mais se ferrou nessa, pois a empresa que fazia a linha que me levaria para casa recolheu todos os ônibus e só consegui chegar em casa as 2 da manhã. Pensei, sinceramente, que a gente ia se dar muito mal quando entramos na comunidade em que ninguém conhecia. Mas graças a Deus acabou tudo bem. Ainda brinquei que a gente agora, tinha histórias para contar aos nossos filhos e netos rs.
Mascaras do anonymous se espalhavam pela passeata


Infelizmente, a violência foi a marca da maioria dos protestos, mas acredito que o principal objetivo foi alcançado que foi incomodar o governo. Também foi importante para mostrar que o povo começou a lutar por direitos que não estavam sendo respeitados e, que passam por várias esferas de atuação do estado, como destinar mais verbas e principalmente atenção para saúde e educação. Ainda acho que está só no início e que este movimento com muitas vozes, mas sem um líder específico precisa evoluir. Acredito que a maioria quer um país melhor e foi por isso que resolvi ir. Espero que da próxima vez passe menos sufoco.



Grande abraço
Fernando dos Santos

sábado, 8 de junho de 2013

Dia de jornalista nos 15 anos do jornal Extra


Olá a todos

Redação de vidro na praça XV de Novembro
Em comemoração aos seus 15 anos, o Jornal Extra promoveu um evento em que sua redação estaria localizada, durante toda a semana, na praça XV de novembro, no centro do Rio. Lá, fez exposições das capas mais marcantes do jornal além de convidar artistas e personalidades para um bate-papo com o público. Achei legal a iniciativa, pois, de certa forma, aproxima o jornal do público, além de instigar a curiosidade das pessoas em saber o que estava acontecendo ali. Eu como um bom estudante de jornalismo quis ir lá conferir.


Celulares e mais celulares tentando uma fotinha da Nicole 
Uma das “iscas” promovidas pelo jornal foi a presença de mulheres na redação de vidro, mulheres bonitas, famosas e que fariam um ensaio fotográfico ali bem pertinho das pessoas. Apelaram para Viviane Araújo, Gracyane Barbosa, Mulher Melancia, entre outras. Não deu outra, lotou de gente querendo ver ou tirar algumas fotos. Fui lá na quarta-feira (dia 5) e quem estava fazendo o ensaio fotográfico era a repórter do "Pânico" Nicole Bahls. O alvoroço era grande e percebi que a importância da história do jornal estava mesmo jogada de lado.  O público estava ali mesmo para ver a Nicole e estavam pouco se lascando para o evento em si.

Exposição das capas marcantes nos 15 anos do jornal

Fiquei pensando se o evento teria um público maior se não tivesse este apelo. Se, para atrair alguma platéia é necessário colocar uma modelo com pouca roupa para ter uma aglomeração e depois tirar uma foto bonita e colocar na capa do jornal. Enfim, deixando as críticas de lado, achei bacana a ideia. Numa época em que o jornalismo, principalmente o impresso, anda numa expectativa diária entre o risco ou não da extinção, é legal comemorar esta data importante.

Entrevista com lutadores Toquinho e Sheymon


O Extra está entre os jornais mais vendidos do país com circulação média diária de mais de 200 mil exemplares. E o evento ficou na praça XV durante a semana toda. Na quarta-feira, além do ensaio fotográfico, teve um bate-papo com os lutadores do UFC, Toquinho Palhares e Sheymon Moraes. Eles contaram um pouco da história deles no esporte e interagiram bastante com o público.


Acho que valeu pelo evento, que reuniu muitas pessoas entre atores, esportistas e cantores. Legal poder montar uma grande estrutura e levar a redação para a rua, onde é o terreno do jornal e onde consegue as pautas e os assuntos a serem veiculados no dia seguinte. Muitos criticam o fato dos jornalistas estarem menos nas ruas, desta vez estavam todos na rua rs. Legal esta tentativa de aproximação com o público.

Gde abrss
Fernando

segunda-feira, 3 de junho de 2013

O dia em que fui interrogado por bate-bolas



Olá a todos

Na vida às vezes passamos por cada uma, que nem acreditamos depois que acontece. Certa feita estava eu voltando da casa de um amigo na minha bicicleta cross, de cor preta e pneus vermelhos. Ela estava velha, sem freio e com os pneus bem carecas. Ah, além disso, as correntes tinham um péssimo hábito de sair quando atingia certa velocidade. Era época de carnaval e a rua estava com certo número de bate-bolas nas ruas com suas fantasias fazendo barulho. Eles são aquelas pessoas que ficam fantasiadas na época de carnaval, geralmente usam máscaras esquisitas e andam em grupo fazendo barulho. Só os vejo durante o carnaval mesmo.

Passava das onze e meia da noite, vinha em velocidade de cruzeiro pela pista quando ouço uma voz a me chamar. “Ei, você espera aí”. Pensei “Caramba, uma hora dessas vão roubar minha bicicleta”. Como estava correndo bem, tive um pouco de dificuldade na hora de frear a bike, coloquei o pé no chão arrastando no asfalto parando a bicicleta. Pensei em correr, acelerar o passo, mas lembrei nas inúmeras vezes que fiz isso e a corrente saiu, minha canela estava cheia arranhões por conta disso. Então parei, avistei de longe, eram os Clóvis, aqueles bate-bolas ditos mais sofisticados de vestido e sombrinha na mão. Tinha uns três ou quatro, todos fantasiados. “Vou ser roubado por um bate-bola???”  

Fantasias dos Clóvis no carnaval (Foto Google)
Quando o cara de fantasia lamentável chegou até mim na rua escura e deserta falou: “Cadê a bolsa da tia?” Tia? Ele estava me confundindo com alguém, só pode. Ou estava arrumando uma desculpa para que eu descesse da bicicleta para ele levá-la. Eu não faria muita resistência porque a bicicleta era velha demais para que eu a protegesse com a vida. Perguntou mais uma vez: “Cadê a bolsa da tia?”. Expliquei toda a situação, como de onde vinha e para onde iria e tal, mas não adiantou. Os outros chegaram e me cercaram, eu estava realmente sem saída. Não tinha como provar que não era eu, a não ser o meu próprio testemunho. Então eles resolveram me escoltar até a moça que foi roubada.

A rua dava entrada a um conjunto de residências. No caminho até a porta da casa da moça da moça um aglomerado de gente entre menores e maiores, bate-bolas e Clóvis me rondavam como que acompanhando uma autoridade, ou cercando um bandido para que não fuja. Me senti muito acuado, agora não tinha nem como correr. Umas vinte pessoas se preparando para me "juntar" ali mesmo, apenas esperando o “ok” de alguém, talvez da tia. Eles gritavam coisas do tipo. “Se foi você, cara, vou metê-le a porrada!!” Já estava prevendo o final, como a bolsa da tia não estava comigo, eles iam me moer na pancada, jogar meu corpo em alguma esquina e dar um sumiço na minha pobre bicicleta. Antes de chegar à casa da tal tia, um alento, algumas pessoas reconheceram a diferença entre minha bicicleta e a do ladrão e começaram a falar que não tinha sido eu.
Quando chegamos na porta da casa da mulher expliquei toda a história novamente e os Clóvis exultantes crentes que estavam fazendo justiça:
- Foi ele tia?
- Se foi ele eu não sei por que não vi e estava escuro...

Argumentei que fazia aquele caminho quase todos os dias indo na casa de um amigo e que jamais faria uma coisa dessas. E, não havendo provas do crime, foram obrigados a me liberar. Acelerei a bike até o final da rua de forma apressada. Realmente algumas pessoas viram que a bicicleta era diferente, foi a minha salvação. Na esquina da rua, um senhor me parou. Era um homem de idade mais avançada e queria saber o que tinha acontecido. Via toda aquela movimentação à minha volta. Falei tudo a ele, ele perguntou onde morava, falei Cidade de Deus, àquela mesma do filme.

Os pneus da minha bike eram assim (Foto Google)
No final ele disse que eu não tinha cara de quem fazia isso. Cara de quem rouba bolsas de tias. Fiquei feliz com a declaração dele, apesar de achar errado julgar as pessoas pela cara, foi bom saber que eu não tinha a tal cara de quem faz isso. Me cumprimentou e pude ir para casa com mais tranquilidade. Cheguei tenso e em silêncio, não falei nada para ninguém. Minha bicicleta não duraria muito, sugava ela até não poder mais andar além de não me permitir imprimir uma fuga dos Clóvis. Dei graças a Deus que saí dessa. Desde então passei a ter receio de ser confundido com ladrões e assaltantes por aí, muito embora não pudesse prever este tipo de situação. Uma coisa era certa, já não gostava de bate-bolas, depois disso passei a gostar ainda menos.

Esta história é real, passei por isso mesmo. Como os amigos da escola zoavam "É um fato venério" rs. Eu consigo rir disso hoje, apesar de ter temido demais no dia.

Grande abraço
Fernando
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sexta-feira, 31 de maio de 2013

Feriadão, filme e futebol, tudo a ver

Olá a todos

Feriadão, é dia e época de sair, distrair um pouco. O bom de um feriado na quinta é que a sexta acaba virando feriado também. É a change de dar um freio na semana, na correria de faculdade, estágio, trânsito e muito trânsito. Pensei em ver um filme com a namorada, mas acabei não conseguindo. A economia é tanta que nem um luxinho desses está dando, mas a enrolação também ajudou, a gente pensa, pensa e acaba não fazendo nada do que planejamos. Então, visitamos uns amigos que viraram pais recentemente. Falo sobre isso e mais um pouco na postagem no "BLOG FILHO".  

Cara muito feia do Incrível Hulk, para mim, virtual demais
O cinema acabou ficando em casa mesmo, assistindo ao filme "O incrível Hulk (2008)". Confesso que esperava mais do filme, apesar de ter efeitos visuais bem legais, achei a atuação de Edward Norton bem fraca. Além de muitas coisas mal explicadas no decorrer do filme, como quando ele, do nada, aparecia em outro país. O visual do  Hulk estava pouco natural, e virtual demais,  tinha partes do filme em que ele parecia um desenho. Enfim, mas como história e distração e deixando o metido a cinéfilo crítico chato de lado, é uma obra de entretenimento legal e satisfatória. 

O filme acabou junto com a partida do Atlético Mineiro pela Copa Libertadores. Eu como bom louco por futebol, sempre dava uma atualizada no celular para conferir o andamento da partida. Não sou atleticano e, sim, botafoguense, ainda assim, a paixão pelo esporte me faz ficar sempre ligado em tudo que acontece. O jogo estava nos minutos finais, mais precisamente aos 48 do segundo tempo, o empate em 1 a 1 com o Tijuana do México dava a classificação ao clube mineiro, quando o juiz marca um pênalti para o adversário. O narrador grita "Pênalti!!!!!!!!!" Abandonei os créditos finais do filme e corri para frente da televisão " como assim pênalti aos 48?" O gol significaria a eliminação do Atlético que fazia grande campanha no ano.

Goleiro Vitor sendo abraçado pelos companheiros depois
depois de defender o pênalti (Foto: Reuters)
O juiz tinha dado, quatro minutos de acréscimo  o que significaria que após o pênalti, não haveria tempo para mais nada. Aí o improvável aconteceu, o goleiro Vítor pegou com os pés o pênalti batido pelo colombiano Duvier Riascos. O estádio explodiu, muitos torcedores chorando muito, vibraram com a defesa do goleiro e a esperança de ver o time se classificar para as quartas de final da competição. Fim da partida, o empate garante a classificação. Quando vejo lances como este, penso em como o futebol é um grande esporte. No momento do pênalti muitos torcedores colocavam a mão na cabeça e já se preparavam para o pior. A classificação não deixa ade ser uma premiação para o grande trabalho do técnico Cuca no comando do galo.

No final, um bom filme, um bom finalzinho de jogo e uma caminhada na noite fria e escura da região. Uma cena chata de um pai batendo muito no filho no meio da rua, e também falo disso no "BLOG FILHO". Uma caminhada pelas ruas molhadas da chuva miúda que caía e sempre pensando muito na vida. Os próximos passos a decidir, a caminhada, planos, preocupações, muitas coisas. Por isso é bom distrair a cabeça saindo, vendo um bom filme ou assistindo uma boa partida de futebol, mesmo sendo os cinco minutos finais. As demandas da vida exigem tanto de nós, que quando paramos um pouco descobrimos que o descanso é fundamental para ajudar a por a cabeça no lugar. Um post que foi uma mistura só, futebol, passeio com a namorada, cinema, rs, ahh e é  Claro... ainda ficar até 2h50 da manhã para postar no blog. rsrs

grande abraço
Fernu

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Meu querido blog

Olá a Todos

Nossa, o dia 28 de fevereiro ficou distante no mapa da minha última postagem aqui no blog. Na verdade, nunca fui um assinante assíduo que escreve diariamente sobre qualquer coisa da minha vida no blog. Até poderia ser, eu gostaria de ser uma pessoa assim. Escrever é um dom, um dom que exige paciência e respeito pela letra. De "Baladinhas" pra cá, alguma coisa mudou. Aquela rotina de casa de festa ficou de lado, pois arrumei um estágio depois de passar numa prova. Gostaria de escrever sobre muitas coisas que aconteceram de lá para cá e ser mais ativo nas redes sociais também. O reconhecimento, mesmo que pouco que recebo por cada texto que posto é muito bom e me anima a continuar por aqui.

O estágio foi uma grande conquista já que estava há mais de três meses na busca por ele e graças a Deus consegui. O bom do blog é que ele é um espaço meu, um espaço no qual posso falar de mim e para mim mesmo. Ainda assim é complicado abrir a vida num lugar tão público como este. Por outro lado, esta conquista mostra que não posso ficar parado, a sede de escrever continua forte e muitas vezes ela perde para preguiça e a pretensa falta de tempo. No meio do período da faculdade fica difícil postar mesmo, difícil parar e ficar aqui pensando " o que vou escrever hoje". 

Sinceramente queria ser esta pessoa. Tem gente que posta umas cinco ou sete vezes na semana e escrevendo bem. Eu ainda me enrolo com as palavras e, apesar de estar cursando os últimos anos de jornalismo, ainda me enrolo e erro em muitas frases e colocações. Mas faz tempo que estou aqui e tem muita coisa que gostaria de passar para o "papel" e o lugar é este. Espero não ter perdido os bons comentários que recebi, apesar de pensar que muitos deles foram em agradecimento por ter vistado outros blogs. De qualquer maneira, volto em breve. Pois nenhum blogueiro decente pode viver apenas de "baladinhas" rsrs. Meu querido blog, estou aqui, muito bom revê-lo...

grande abraço
Fernu...

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Baladinhas

Olá a todos

Sexta-feira, acordo para mais um dia de aula na faculdade. 5h08 da manhã, é a hora que costumo acertar o celular para despertar, me dou oito minutos para dormir mais um pouco rs, como se fosse fazer alguma diferença, as vezes faz. Nas baladinhas do relógio digital do celular eu acordo. Aula de crítica de mídia, seria a primeira aula, mas o desânimo não me deixou sair de casa naquele dia. E aquele não era um dia comum, tinha compromissos importantes. Além da faculdade, tinha uma entrevista de estágio às 15h30 e uma festa para trabalhar às 18h, ou seja, correria a vista. Sim estágio, sim casa de festa. O estágio era o motivo do meu desânimo. Desde que saí do estágio na prefeitura no dia 28 de dezembro passado venho numa verdadeira maratona de entrevistas, provas, dinâmicas e provas, e, nada. Nada. As vezes um e-mail de agradecimento, as vezes um telefonema dizendo que minha redação jornalística do conto da Chapeuzinho vermelho estava engraçada mas não o suficiente para ganhar a vaga. (história que havia esquecido o enredo completamente em uma prova para uma oportunidade, sim, saber contos de fadas pode te ajudar a vencer uma entrevista de estágio) 
Rumo ao Joá, a caminho da casa de festa - Foto: Fernando dos Santos

Na verdade já tinha perdido a conta de quantos processos seletivos passei e conforme as portas iam se fechando eu ia desanimando mais a cada processo. E penso que isso contribuía para minhas derrotas. Nunca pensei que fosse tão difícil conseguir uma vaga neste mercado tão competitivo que é o da comunicação. Pensei que minha experiência na prefeitura fosse abrir as portas com menos resistência para mim. Mas me enganei. E essa não era só uma questão minha, estava difícil para todo mundo, claro que uns mais, outros menos e outros muito mais. O mercado exige cada vez mais do aluno, inclusive experiência numa área em que você deveria estar aprendendo e por isso penso que o mercado não deveria exigir isso, mas exige. E lá ia eu para mais um processo seletivo. Num jornal esportivo, minha área, foi para isso que escolhi jornalismo, para falar de espore, para passar minha visão sobre o esporte nas mais variadas modalidades. Fui lá já preocupado com oi horário, pois da Cidade Nova para o Joá era chão de mais para percorrer em poucas horas, e como cheguei tarde fui um dos últimos a ser atendido. A entrevista foi bem bacana, um dos editores do jornal que conversou comigo e mostrou a redação do Jornal e onde talvez eu fosse trabalhar, poderia estar ali todos os dias numa redação de um grande jornal de esporte do Rio. Não poderia estar em lugar melhor. Passada a entrevista veio o texto, por incrível que pareça meu calcanhar de aquiles. Tenho deficiências importantes no meu texto e que se elas podem passar aqui pelo blog, certamente não passariam em uma seletiva de estágio. Mas fui lá fiz o texto e mandei para ele. Resposta na segunda. 

As obras da linha 4 do metrô vão alterar a paisagem do local - Foto: Fernando dos Santos

Era 17h20, e tinha que estar no Joá às 18h, ahh a casa de festa, cujo o nome não importa muito neste post. São muitas e se espalham com uma velocidade avassaladora na Barra da Tijuca e em várias regiões da Cidade, festa de criança. Os pais gastam e como gastam dinheiro com festas e vez por outra aparece alguma oportunidade de trabalhar nelas. Foi a saída que encontrei por conta dos dois meses de inatividade financeira. Até conseguir um estágio estarei eu lá fazendo muito bem meu trabalho de garçom, trabalho que não gosto de fazer, mas faço bem. Assim como gosto de ser bem atendido quando vou a um restaurante, gosto de servir bem quando estou do outro lado. Até valorizei mais esta função com os trabalhos na casa de festa. Ahh, quando a gente está atrasado nada ajuda né. Peguei um trânsito enorme na Avenida Nyemeyer. Mas antes passei pelas praias de Ipanema e Leblon, sexta-feira, tempo bom, a praia estava lotada e que vontade de saltar ali mesmo e ficar ali contemplando o lindo pôr do sol. E aproveitar a brisa suave e talvez ficar ali sentado na areia pensando na vida. Mesmo com uma vista linda daquelas estava muito agoniado, preocupado com o horário. Não gosto de chegar atrasado a compromissos, mas a coisa estava feia por ali, tudo parado. Estava a bordo do 557-Rio das Pedras/Copacabana, uma linha que tem um trajeto interessante, pois passa pela Estrada do Joá, em vez de ir pelo elevado. O caminho é exótico com direito a uma vista extraordinária da orla do Rio de Janeiro. O Bairro do Joá é um verdadeiro achado, muitas casas de festa, condomínios fechados e muito próximos as obras da Linha 4 do metrô, que promete trazer algum transtorno futuro ao trânsito do local.  E com aquelas curvas terríveis e traiçoeiras da estrada finalmente chego à casa de festa, às 19h15, mas ainda deu tempo de trabalhar bastante e garantir mais um dinheiro no bolso. 
Estrada do Joá, o principal caminho do 557 - Foto: Fernando dos Santos

Ahhhh o estágio no jornal? Não passei, mas aprendi que preciso contionuar e não desistir até para valorizar quando conseguir. E não ficar reclamando, tá difícil para todo mundo e todos estão aí fora em busca de um espaço ao sol, que está cada vez menor, se é que deu para você entender. Enquanto meu dia não chega, sigo procurando e procuro todos os dias quando chego em casa por vagas de estágio na minha área e daqui a pouco consigo. A ansiedade é grande. Mas enquanto não venço o processo vou trabalhando na casa de festa, vendo e participando da felicidade alheia e até ficando feliz também. Sabendo que minha hora vai chegar, basta ter mais paciência e mais, muito mais força de vontade e coragem para vencer.

Grande abraço
Fernando dos Santos