quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Êxodo: Deuses e Reis

Olá a todos.

Ontem fui ao cinema ver o badalado filme Êxodo: Deuses e Reis, já com uma preocupação. Filmes com temas bíblicos são sempre complicados porque os diretores de hollywood não costumam ter o mesmo compromisso com a fidelidade da história. Só pegam o pano de fundo e dão os retoques pessoais para tornarem aquela história como sua. Pensei em Noé e na viagem que o diretor daquele filme deu para contar a história. Vi que não adiantava levar a bíblia para o cinema e checar se cada cena do filme batia exatamente com o texto sagrado.



O filme até que é bom, bem melhor que Noé. Tive que deixar meus preconceitos de lado antes de entrar no cinema. Pode parecer idiota para vocês, mas é complicado para um cristão ver filmes como esse sempre preocupado com a literalidade do texto bíblico. Em cada cena de Êxodo pensava "O cara alterou isso e aquilo, etc" Chato né. Eu sei. Por isso em cada filme deste tipo tento enxergar que mensagem o diretor quer passar com isso.

Ridley Scot gosta de efeitos especiais e as cenas de guerra são incríveis, mais até do que as passagens das pragas. Esperava mais da cena que relatava a 10ª Praga, a morte dos primogênitos egípcios. Achei que poderiam ter feito mais nessa que é uma das passagens mais marcantes do Êxodo. Me lembrei na hora da animação "Príncipe do Egito" em que essa parte foi um dos pontos altos do filme. Esperava mais encontros entre Moisés e Faraó depois que as pragas começaram.


Desta vez Deus apareceu, pensei que o diretor ia colocar Moisés para ter um sonho doido e acordar determinado a libertar os hebreus. Não foi assim. Ele teve uma revelação de Deus. Deus falou diretamente com ele e de forma firme. Achei até interessante o contraponto da história onde várias vezes Moisés argumenta com Deus sobre o cumprimento da missão. Apesar de desconfiar do motivo de Deus ser um menino no filme. Gostei da parte onde Moisés tentava libertar o povo com a força das próprias mãos e Deus apareceu para ele e disse que estava vendo ele fracassar. Era a hora das pragas que assolariam o povo egípcio até o fim. Depois de tanto ver versões com o mar se abrindo de lado a lado, senti falta disso no final.



Li em muitas críticas que faltou emoção no filme. E faltou mesmo. O desenho teve muito mais emoção que o filme. Mas foi uma boa história. Acredito que todos que saíram do cinema tiveram a mesma impressão do que eu. Não havia aquele "Ooooooooohhhhhh" que fazem em cada cena de um grande filme. O relato do Êxodo é uma das passagens mais importantes da Bíblia e da história. Algo que mudaria para sempre o mundo. Moisés até hoje é lembrado. Mas faltava algo. E todos que ali estavam sentiram isso. Agora é saber qual a próxima história bíblica a ser adaptada para o cinema. Nota 10 para os efeitos especiais. Nota 6 para o filme.

Grande abraço a todos e Feliz 2015

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Você tem orgulho de ser brasileiro?

Olá a todos

No dia da proclamação da República, dia 15 de novembro, resolvi comentar uma postagem do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), no Facebook, sobre orgulho de ser brasileiro. Comentei pelo fato de ver muitas pessoas reclamando e dizendo que tinham vergonha de serem brasileiros. Esse sentimento era expresso ora pelos nossos políticos corruptos, ora pelos jogadores da seleção que perderam de 7 a 1 da Alemanha na Copa.


Fiquei chateado com isso pois acredito que o orgulho de ser brasileiro deveria vir de outras fontes que não as outras pessoas. Se meu orgulho de ser brasileiro estiver atrelado a políticos e jogadores de futebol jamais terei uma opinião firme sobre isso. Teria orgulho hoje e amanha não teria mais. Escrevi isso no post e algumas pessoas apoiaram e outras não, mas teve um comentário que me fez refletir um pouco sobre isso.

Um cara colocou que detestava esse país e que só voltou porque estava com a filha sequestrada aqui. Então ele não tinha nenhum orgulho de ser brasileiro por conta disso. Ele estaria certo ou errado? Esse é um assunto delicado, me questionei se meu orgulho de ser brasileiro era firme mesmo. Amo demais deste país não só por ter nascido aqui, mas por tudo que envolve o sentimento de ser brasileiro que penso ter imenso valor. O que os políticos ou outras pessoas fazem ou deixam de fazer em nada abalam isso. Sei que vivemos um momento complicado na política do país com denúncias diárias de corrupção. Isso sem falar na violência que não para de crescer.




Ninguém é obrigado a ter orgulho do Brasil e sei que há muitas coisas erradas aqui que podem não mudar nunca. Vocês concordam com isso? Vocês têm orgulho de serem brasileiros? O que faz você sentir orgulho deste país? Me ajudem a resolver essa questão.

Grande abraço a todos

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Guga, Um Brasileiro

Olá a todos

Sempre gostei de biografias. É o tipo de livro que mais gosto de ler, por conta da possibilidade rara que temos de conhecer alguém por meio de suas próprias palavras, embora saiba que há exceções. Foi assim quando comprei a biografia do tenista Gustavo Kuerten. Guga, Um brasileiro conta uma linda história, uma verdadeira aventura quando um brasileiro se dedica a um esporte em alto nível. E ele alcançou de tal maneira que muitos, assim como eu, passaram a gostar do esporte por causa dele. Levar o Brasil ao topo do ranking, onde permaneceu por 43 semanas, não foi fácil e isso fez com que o tênis fosse colocado de volta no mapa do esporte nacional depois de muitos e muitos anos. Não se sabe se existirá alguém capaz de fazer isso de novo.



Ao ler sua biografia entrei em contato com os bastidores de cada conquista, algo que não tinha acesso na época em que ele brilhava nas quadras. Isso num tempo em que tinha que colocar muito bombril na antena para melhorar a imagem e nem assim conseguia ver a pequena bola de tênis. Não conseguia ver nenhuma imagem quando passava os raros jogos de tênis na TV aberta. Quando conseguia, era na casa de algum amigo que tinha TV por assinatura, mas não era sempre. Ri muito com algumas passagens hilárias e me emocionei com outras, como quando ele fala do irmão Guilherme, carinhosamente chamado de Gui, e que morreu em 2007. Meus olhos ficaram marejados quando achei no You Tube o vídeo de sua despedida das quadras e a declaração de amor que fez ao técnico Larri Passos, tão importante como treinador e pai em sua carreira. Pude relembrar o dia em que desenhou um coração com a raquete no saibro de Roland Garros após difícil batalha contra o americano Michael Russel pelas oitavas de final em 2001 numa partida praticamente perdida. Vibrei muito com cada conquista que tive oportunidade de assistir. O esporte não é só resultado, é emoção e sentimento, e isso também aprendemos com ele. Apesar de não ter sido tão polêmico quanto seu rival André Agassi, foi muito bom poder relembrar essas histórias.


Infelizmente, o país não aproveitou o potencial do esporte e de Guga para alavancar o tênis no país. O Brasil continuará sendo o país do futebol e, as vezes, do Vôlei, e só. De vez em quando aparece um Guga, um Arthur Zanetti, uma Daiane dos Santos, mas o esporte brasileiro continua dependendo de lapsos do destino para produzir grandes campeões. Sua leitura embalou minhas viagens de ônibus nas manhãs indo de casa para o trabalho. Se aprendi uma coisa lendo o livro do Guga foi que preciso acreditar sempre para chegar aos meus objetivos. E precisamos mesmo, sem isso é impossível continuar a fazer qualquer coisa.


Com fé, competência e força de vontade é possível chegar a qualquer lugar.

Grande abraço. ;)

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Uma segunda-feira pós-eleições

Olá a todos

Segunda-feira pós-eleição deveria ser feriado. Era assim o clima quando saí para trabalhar hoje. Ruas imundas com panfletos de candidatos vencedores e perdedores em mais uma disputa longa e dura pelo poder nacional. Uma surpresa para mim a Marina não ter ido para o segundo turno. Mesmo votando na Dilma, acreditava que Marina teria força para ir pelo menos ao segundo turno com pouca diferença para Aécio. O que se viu foi o contrário. Uma derrota acachapante e que diz muita coisa sobre a polarização quase infinita entre PT e PSDB.

A terceira via ainda é possível, mas ainda engatinha num país que continua elegendo artistas, jogadores de futebol e palhaços para cargos políticos apenas pelo mérito deles em serem palhaços, jogadores de futebol e artistas. As pessoas esquecem que a política nada tem a ver com futebol, humor e entretenimento. Pode até existir pautas relacionadas a esses assuntos mas, em essência, o ingresso na vida política deveria ser única e exclusivamente com objetivo de melhorar a vida das pessoas. Não quero dizer que esses jogadores e artistas não possam um dia se tornarem bons políticos. Espero e torço muito para que isso aconteça, mas critico isso das pessoas votarem apenas por gostar, por ir com a cara ou pelo candidato ter trazido uma Copa do Mundo. Não param para revisar a biografia da pessoa. Muito se reclamou sobre o povo ter votado nos mesmos caras de sempre em algumas regiões. Ficou provado que dificilmente o povo elege desconhecidos. Talvez por isso seja tão comum ver famosos vencendo eleições. Pode não ser uma tendência, mas é o que tenho visto por aí.

Segui meu rumo em caminhada de mais ou menos 15 minutos até o ponto de ônibus. Passei por muito lixo. É inegável que é necessário usar panfletos. Mas a cidade sofre demais com essa lixarada nas ruas. Uma falta de amor pela cidade que eles vão ter que cuidar nos quatro anos.Trabalho e trabalho pesado para COMLURB que terá que dar conta de todo esse lixo. Ainda bem que não choveu na cidade. Seria muito pior. 

 Em meio à rápida viagem me pus a pensar no futuro do país e tal. Agradecendo a Deus por mais um dia e por sua infinita misericórdia. Orando por dias melhores e por textos melhores também. Lixarada na rua à parte estava com vontade de escrever e escrever mais. Não sei se terei tempo em meio à rotina de trabalho para responder comentários que, para mim, é essencial para manutenção do blog. A gente escreve pra gente, mas é fundamental ter pessoas lendo seu texto e comentando. Lendo e lendo mesmo e não somente comentando que achou o texto legal.

Espero que outros textos apareçam em breve.

Grande abraço.

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Eleições presidenciais

Olá a todos

Faz tempo que não venho aqui não é? Eu sei. A nova rotina após me formar tem me tirado o tempo para me dedicar com mais afinco ao meu querido blog. Espero não ter perdido a audiência de vocês. Pois bem. Estamos numa época onde a palavra democracia é entoada aos quatro ventos. A festa da democracia nas eleições presidenciais. Em quem votar? Quem escolher? Você gosta de política? Provável que muitos falarão que não. Estamos num momento interessante para o nosso país. Depois da trágica e terrível morte de Eduardo Campos, tudo mudou e Marina Silva aparece como verdadeira ameaça a mais um ciclo de 4 anos do PT.

Com isso, Aécio Neves, mais um a tentar tirar o PT do poder, caiu demais de produção, isso de acordo com as pesquisas, e já traça a estratégia para apoio a Marina no segundo turno. Sabe, tenho dificuldades para filtrar tudo que sai na imprensa sobre os candidatos. Sei que a imprensa em geral não gosta do PT e da Dilma, simpatizam com Marina, sei lá. Como jornalista, tento ler o que tem saído sobre os debates, confrontos e tal, e tem sido bem complicado estabelecer uma opinião concreta em meio a esse turbilhão de notícias.

Acredito que essa seja a dificuldade de muitas pessoas por aí. Votariam na Dilma porque acham que o país avançou muito nos anos em que o PT governou. Votariam no Aécio porque assim tiraria a "corja corrupta" do PT do poder. Votariam na Marina em nome da "nova política" que ela tanto fala que vai implementar em seu governo. Ou votariam nulo porque ninguém presta mesmo e seria um voto de protesto por conta da corrupção política que assola o país.

Votei na Marina na última eleição e gostei de ter dado meu voto a ela. Desta vez tenho dúvidas entre dar mais quatro anos a Dilma ou dar mais uma vez meu voto para Marina. O que vocês acham disso? Gostaria de saber de vocês: Têm essa dúvida? Votariam em quem e por quê? Sei que é uma pergunta complicada mas sinto que esse é o momento da gente entrar nesse diálogo. Não tem como ficar imune ou longe da política. Apesar da imprensa a cada quatro anos reforçar nossa ideia de que a política é uma merda e de todo mundo é ladrão, acho que momentos como esse é interessante para ver e trabalhar nossa opinião sobre a política de nosso país. Acredito que esse espaço é ideal para discutirmos esse assunto. Aguardo a opinião de vocês sobre essas eleições.

Grande Abraço

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Lindas lições de vida

Uma vez escutei uma música do cantor de rap MV Bill chamada Testemunho. Eu ficava repetindo essa música toda hora, pois acreditava que apesar de não saber se a história era ou não verdadeira, a letra se referia a vida de muitas pessoas. Vibrava com a lição de vida depositada em cada verso.  Se nunca a ouviu, ouça porque fala muito do texto que vou escrever agora. A música conta a história de superação de alguém que conseguiu se livrar do vício das drogas.

Boca ressecada
Coração acelerado
Reflexo no espelho
Homem desesperado
Mais um drogado a noite inteira alucinado
Maltrapilho, abandonado, vivendo isolado
(Testemunho – MV Bill)

Foi uma grande lição de vida a união deles no propósito de se manterem limpos
Este mês fui com minha noiva numa reunião aberta dos Narcóticos Anônimos por ocasião de um trabalho da faculdade dela. Lá, conhecemos várias histórias de pessoas e sua luta diária contra as drogas. Apesar de ser um mal mundial há uma galera por aí com um discurso a favor da legalização dessas substâncias, talvez não saibam o quanto isso pode prejudicar a vida daqueles que se viciam.

Ouvi um relato de um pai que tinha deixado de ir na praia naquele dia, um domingo lindo de sol, para não faltar a reunião. Estava maravilhado e feliz por ter sido chamado de herói pela filha. Ele não se sentia um herói por ter quase sucumbindo ao vício, mas era um vencedor por estar ali mostrando para os amigos que estava recuperado e lutando para permanecer limpo depois de tantos anos. O reconhecimento da filha o levou as lágrimas. Tinha outra pessoa que estava feliz em ajudar o filho na organização de um churrasco com os amigos. Outro presente se sentindo seguro por estar recuperado acabou caindo nas drogas novamente e reconheceu que precisava vigiar todos os dias para não voltar a usar novamente. A falsa segurança que tinha de si mesmo havia lhe dado um duro golpe e ele estava ali, quatro meses limpo tendo que recomeçar o processo de recuperação novamente. 


As reuniões com N.A. foram importantes
As ruas convidavam minha carne a todo instante
Parte do meu corpo ainda esta contaminado
Mas passo a impressão de totalmente recuperado
Bem arrumado, recuperei meu laço
(Testemunho – MV Bill)

A luta é grande, mas a união das pessoas em torno de um mesmo propósito ajuda e muito na recuperação
Aqui não teria espaço para colocar tantas histórias de superação escutadas naquele dia. O fato é que as drogas têm um efeito devastador no ser humano e só quem desce até esse inferno e volta renascido sabe o valorizar cada minuto da vida. Conheci vários lados dessa história; de pessoas vencendo desafios, de pessoas ainda lutando e outras enfrentando muitas dificuldades nesta batalha. Ali a droga era o fantasma a ser exorcizado da vida deles, mesmo aqueles que estão há mais de oito anos sem usar, mas que precisam lidar com um ponto de venda a metros de casa.

Não me envergonho da minha história
Dou testemunho na igreja e palestra em escola
Toco a minha bola como se fosse o começo
Tive outra chance mesmo sem saber se eu mereço
Favela que eu entrava e ficava pancadão
Hoje eu entro pra fazer a corrente de libertação
(Testemunho – MV Bill)


Saí de lá muito enriquecido. Agradeci a Deus pela vida de cada pessoa ali e pedi a Ele que continue fortalecendo para eles se manterem longe das drogas. Agradeci muito a Deus pela aula de vida que tive neste dia. Aquelas pessoas podem não saber, mas me deram uma grande lição de vida.

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Era uma vez um trabalho final de Jornalismo...

Quando optei por fazer jornalismo e me inscrevi no Enem em 2009, não tinha ideia do que estava por vir. Pensava no jornalismo por gostar de escrever, algo que sempre fiz. Escrevia crônicas das partidas do time da rua quando chegava em casa. Avaliava a atuação de cada um, inclusive a minha. As vezes me dava 8, as vezes me dava 4. Depois de passada a loucura habitual do futebol, parti para os poemas como todo bom romântico em busca do grande amor. Escrevia e escrevia muito, teve poemas chegaram ao seu destino, outros não. Realmente, poemas não eram textos fáceis de fazer. Com a internet, resolvi  iniciar um Blog; fiz o Fernu Fala que se perdeu por aí, e no final de 2008 fiz outro blog, o Fernu Fala II. Não tem sido fácil escrever e, principalmente, manter o blog atualizado, como vocês já devem perceber pelo grande intervalo entre uma atualização e outra. Espero um dia poder mudar isso um dia e me dedicar mais. 

Anotações: minhas fiéis companheiras neste trabalho
Mas voltando ao assunto. Então veio o Enem 2009 no dia da última rodada do Campeonato Brasileiro. Sei que muita gente não deve ter ido fazer a prova. Afinal de contas, o Flamengo seria campeão naquele dia. Já meu Botafogo quase foi rebaixado. Ainda deu tempo de pegar o finalzinho da rodada. No final, deu para passar e deu para conseguir a tão sonhada bolsa de estudos para cursar Jornalismo. Chegando lá, me deparei com uma realidade totalmente diferente. O jornalismo que eu mal conhecia estava em processo de mudança e só iria perceber isso quando comecei a procurar estágios, em que de cada 10 vagas, 6 eram para assessoria de comunicação. Tive o meu primeiro contato com Assessorias de Imprensa, algo que era totalmente novo para mim, e até já escrevi sobre isso aqui no blog.  Foram dois estágios em assessorias para então chegar na tão temida monografia. A redação do jornal de esportes começava a ficar mais distante, a profissão mudava e as assessorias se tornavam cada vez mais a opção de trabalho mais acessível para o jornalista. Isso me fez mudar um pouco minha concepção da profissão e minhas ideias em relação ao futuro. 

Bibliografia sobre tema não é grande, mas o que consegui ter acesso me deu mais do que a informação necessária



















Como estagiava em assessoria tive a brilhante ideia de fazer o trabalho de conclusão sobre comunicação pública, já que estava em uma delas na ocasião. Mas a cada linha traçada percebia que não conseguiria fazer algo bacana pelo fato de me identificar com o tema. Segui até o fim com o pré-projeto para não perder a matéria, mas resolvi trocar de tema, perder um semestre para falar do motivo que me levou a fazer jornalismo, o esporte. Trabalhei por quase um ano no trabalho que envolvia a história do futebol no Brasil, o Campeonato Brasileiro e a relação com a Rede Globo, principal emissora a transmitir o torneio. Depois de muita pesquisa, leituras e releituras e um constante escreve /apaga, cheguei ao trabalho final.

Não foi fácil falar do Campeonato Brasileiro e relacioná-lo com a Rede Globo e com a comunicação, pelo fato de não haver uma bibliografia vasta sobre o tema. Sendo assim, tive que ler e pesquisar ainda mais. Mas a literatura que tive acesso foi espetacular. Um texto melhor que o outro. A história do futebol é muito rica e sempre teve presença forte da comunicação. Os estudos sobre Economia Política da Comunicação, democratização da mídia e a relação entre TV e futebol foram demais. Não tenho palavras para expressar o quanto foi bom fazer este trabalho. E valeu a pena a troca de tema porque aprendi demais e isso é algo que poderei levar para uma pós, um mestrado... Só sei que quero seguir estudando e me aprofundando ainda mais no assunto. 

Era hora de esperar até o dia da apresentação e que tensão era aquela. Mas o dia finalmente chegou. Na última sexta-feira, dia 27, o grande dia chegou. E para minha surpresa a monografia ficou com a nota máxima. Nem nas minhas melhores previsões esperava por isso.  Melhor ainda foi escutar dos professores que tomei a decisão certa em trocar de tema para fazer sobre um assunto que gosto. O que ouvi da banca me incentivou ainda mais a continuar e a prosseguir com os estudos. Penso que foi a coroação de uma dedicação de quase um ano trabalhando para concluir bem este curso. E que venham novos desafios e que venham novas conquistas. Peço desculpas aos leitores pela demora para atualizar o blog, mas espero visitar todos que sempre vem aqui, como sempre faço quando crio um novo post. O texto ficou longo mais uma vez rs. Sempre penso que tem mais alguma coisa para escrever. Espero que gostem do que acabei de escrever aqui.

Grande abraço a todos

Fernando dos Santos