terça-feira, 19 de abril de 2016

Precisamos falar sobre política

Olá a todos.

O Brasil teve, no último domingo, dia 17, a oportunidade de assistir seus parlamentares num evento único, a votação do andamento do processo de Impeachment (nem preciso mais ir no Google para escrever corretamente a palavra rs) da presidente República Dilma Rousseff. O saldo não foi positivo, quer dizer, na verdade foi, e muito, para aqueles que querem “impichar” a presidente. Porém, para os eleitores em geral o sentimento foi de profundo pesar com a maioria dos discursos vazios dos deputados na Câmara.

Deputados na votação do pedido de impeachment 
Foto: Antonio Augusto / Fotos Públicas (17/04/2016)
Na verdade, se existe algo de bom em tudo isso que está acontecendo no país, talvez seja o interesse maior das pessoas pela política, mas isso tem também seu efeito colateral: o aumento do radicalismo. Poste algo favorável a presidente ou contra o processo do Impeachment e logo aparecerá meia dúzia de pessoas te criticando, te chamando de burro e de ser a favor da corrupção. Dependendo da sua relevância sua conta poderá até ser suspensa por conta de denúncias, enfim...

Momento da aprovação do pedido de impeachment
Foto: Marcelo Camargo / Fotos públicas (17/04/2016)
O fato é que tem sido muito difícil se informar pelo que sai nos jornais, ainda mais com uma imprensa militando a favor do impedimento. Tem sido uma luta garimpar textos com o mínimo de isenção para obter informações com mais exatidão possível sobre este processo. Não me admiro de o principal veículo de imprensa onde busco informações e opiniões sobre este momento seja o EL País. 

Capa de jornais e revistas na segunda-feira, dia 18
As redes sociais também não ajudam muito, pois se transformaram em verdadeiro campo de batalha das ideias e muitas pessoas preferem se resignar e não postar e nem comentar nada na rede social. Há aqueles que emitem opiniões veementes e convidam / pressionam outros para se posicionarem sobre o assunto: A favor ou contra? Petralha ou Coxinha? Vai ter ou não vai ter golpe? Direita ou esquerda? Bolsonaro ou Jean Willys? Em qual deles você se encaixa?

Procurei ler vários textos com opiniões sobre este processo e sobra ódio de jornalistas colunistas que são contra e a favor do impedimento. Embora veja que quem é a favor do Impeachment o demonstra de forma voraz. Chega até a ser complicado falar alguma coisa meio a tamanha polarização. Mas, há quem diga que o país não está dividido e que a maioria quer mesmo que a presidente saia para o país voltar a crescer. “Tire o PT do poder e a corrupção vai acabar”, é o que dizem por aí, é o que os deputados disseram na Câmara no domingo.

Manifestantes pró-Impeachment em Copacabana
Foto: Fernando Frazão / Fotos Públicas (17/04/2016)
Mais interessante ainda é a aliança em torno do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, para acelerar tudo isso. Os deputados iam na tribuna agradecer a Cunha porque se não fosse ele o início do fim da corrupção não iria acontecer. Sei lá, talvez seja melhor me considerar burro e ingênuo a ter que concordar com tudo isso que está acontecendo no país. Levar a pecha de ser um “ignorante do bem” como um colunista do Jornal O Globo chamou os eleitores de Dilma Rousseff antes da votação do segundo turno em 2014.

Manifestação pró-Dilma em São Paulo
Foto: Agência PT / Fotos Públicas (17/04/2016)
Sim, o PT é o maior responsável por todo este movimento político que estamos vendo. Cometeu muitos e muitos erros. E a presidente também por ser uma péssima articuladora e administradora. Ela ficou refém do Congresso que se recusa a andar e nada de relevante é votado. As tentativas de reorganizar a base aliada foram frustradas e agora não adianta chorar o leite derramado. O caldo já entornou de vez. O Senado deve ratificar o que a Câmara fez no domingo e devemos ter mais um presidente que não cumprirá o mandato até o fim. E o dito futuro, pra mim ainda muito sombrio, que a maioria dos deputados colocou como motivo para o “SIM”, precisará ser muito discutido. Então, precisamos falar sobre política. Agora mais do que nunca.

Fernando dos Santos


quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

A violência das crianças

O Rio de Janeiro nos proporciona belas cenas tiradas da lente de fotógrafos, diariamente. São cenas de sol, mar, praia e gente bonita; são cenas da vida sendo vivida da melhor forma possível e das mais variadas formas. Esta semana, porém, pude ver de perto um Rio diferente. Um Rio das crianças perdidas, das crianças esquecidas e entregues a mais cruel marginalidade.

Estão em grupo sedentos por mochilas cheias de valores, cheias de história, cheia de coisas de valor. Passaram por mim e por todos que estavam no ponto esperando o ônibus. Menores que muitos querem presos, que muitos querem mortos. Eles atacam um rapaz que reage. Não solta a mochila e foge correndo. Eles, então, correm atrás do cara gritando “Puxa a faca pra ele!! Puxa a faca pra ele” O homem some da vista e, em seguida, passa um ônibus e todos os 16, 20 entram pela porta de trás e vão embora sob os olhares assustados de todos e do meu coração acelerado.

Fiquei com um misto de raiva e impotência. O que fazer? Reagir caso fosse atacado ou olhar minhas coisas de valor irem embora assim tão facilmente. Depois, mais calmo, me pus a pensar não só na condição daqueles adolescentes, mas na maldade que havia neles. Eles eram cruéis e não se importaram com nada. Trabalharam com o medo e o pavor com que as pessoas saem todos os dias nas ruas de nossa cidade. Sim, saímos e não sabemos se voltaremos vivos. 

Essa verdade todos nós sabemos, mas parece que agora está pior. Agora podemos não voltar mais para casa por conta da violência praticada por um menor. Isso, sem contar a longa discussão sobre a redução da maioridade penal, sobre a qual sou contra, pois sei que o Estado não tem nenhuma política que possa recuperar menores infratores. Por isso, não consigo ser a favor da redução. Não vejo ninguém fazendo nada para recuperar esses jovens, apenas o desejo de punição e justiça, que ajuda mas não resolve.

Menores esses que já estão soltos. Como recupera-los? Não existe estrutura que possa recebe-los de forma a cuidar deles para que não voltem para o mundo do crime. Para piorar, sim, bastam todas as outras formas utilizadas. Ver pessoas tão jovens exercendo um nível de maldade daquele jeito me levou a uma profunda reflexão sobre o assunto cuja resposta ainda não consegui chegar. Uma coisa é certa. A misericórdia de Deus está presente em nossas vidas todos os dias. Somente isso explica eu e você voltarmos vivos para casa depois de um dia na rua neste Rio de Janeiro.


Grande abraço a todos.

terça-feira, 21 de abril de 2015

LAAD Defence & Security 2015

Na semana passada, por motivo de trabalho, caí de paraquedas numa feira internacional de segurança. Chamada LAAD Defence & Security, a feira acontece de dois em dois anos no Riocentro e, a princípio, não despertou muito minha curiosidade. Mas quando quando precisei ficar dois dias consecutivos na feira percebi o quando ela é importante e o quando precisamos estar atentos a algumas coisas.

A primeira impressão que eu e outras pessoas tiveram é que precisamos dar graças a Deus pelo Brasil não estar e guerra. Digo, guerra contra outros países, pois sabemos que vivemos uma guerra particular aqui que mata por ano 50 mil pessoas. Mas o pouco que nossos amigos apresentaram já foi suficiente para perceber como estamos atrás quando o assunto é tecnologia em defesa e segurança.

Ok. Nós não estamos em guerra, mas penso que o investimento em defesa é muito necessário víde nossas fronteiras livres para entrar armas e drogas todos os dias no país. Algumas pessoas ficaram assustadas com isso e chegaram a conclusão que não resistiríamos a 10 minutos de guerra se fosse preciso.

Por outro lado, algo que ouvi muito foi o frenesi causado pelo estande de Israel, que impressionou a todos por sua tecnologia avançada em vários aspectos. Quem passava pela parte de Israel voltava impressionado e falando sobre isso. Israel que vive em um ambiente super hostil cercado de inimigos por todos os lados. Então eles certamente precisam se defender e estar preparados para uma guerra iminente.

Pelo nosso lado brasileiro, uma decepção, em visita ao estande da UNASUL (União das Nações Sul-Americanas) e ouvir do general que lá estava que, ao ser perguntado sobre a barreira imposta pela língua (Já que o Brasil é o único país do sul que não fala espanhol), responder que pediria para eles falarem devagar para a gente entender. Como assim? Como falar em integração com nossos vizinhos sul-americanos com essa má vontade em aprender a língua deles? Enfim...

Impressionante como as pessoas gostam de armas, pelos menos as que foram à feira. O tec tec no estande das pistolas Taurus e Glock era ouvido o tempo todo. E fotos e mais fotos eram tiradas com essas armas. Não sou muito chegado a armas não, mas percebi um pouco do fascínio que ela causa nos curiosos em ter uma nas mãos.

Por fim senti falta de uma coisa. O inglês. Num lugar em que mais de 70 países foram representados, a língua estrangeira era fundamental. Bom para vencer essa birra que tenho dessa língua e ir correndo aprender, agora mais que necessário. Ainda deu para tirar uma foto perto da réplica do caça Grippen, que a SAAB, empresa sueca que o fabrica, trouxe para o país. O Brasil comprou 36 deles e cada um vale, acho que U$ 150 milhões. Tirei algumas fotos da feira, espero que gostem.

Grande abraço a todos.











quarta-feira, 8 de abril de 2015

Propósitos

Era domingo à noite, mais uma vez chegava atrasado ao culto, mais uma vez pegava o bonde andando. Cheguei no momento de uma oração. O pastor falava sobre os propósitos que fazemos a Deus e nos convidou a orar, fazer nossos propósitos e, o principal, cumpri-los. 

Esse era o meu problema. Já tinha feito muitos propósitos, cumpri alguns, mas deixei muitos para trás. Desanimava no meio da luta e deixava o propósito para lá. Então naquele momento em que todos estavam de olhos fechados refletindo o que colocariam em suas promessas tive uma conversa séria com Deus e resolvi não fazer nenhum. Há muito que não fazia meus propósitos, mais pela incapacidade de cumpri-los do que por arrogância minha. Sei que preciso demais de Deus em minha vida e oro constantemente por isso.

Talvez isso seja algo bobo para quem está lendo esse texto, mas considero isso algo importante para minha fé. Quando se faz um propósito e não se cumpre você está mostrando que não tem respeito pelo que está fazendo. Não queria cair nesse erro novamente falar que deixaria de faze isso ou aquilo e parar antes do fim. Esse, talvez, seja o maior desafio de um cristão nos dias de hoje.

Ser cristão é muito fácil. Você vai ganhar um rótulo, frequentará o culto duas ou cinco vezes por semana, conversará sobre assuntos relacionados a Deus com mais frequência. Mas, ser cristão de verdade, isso sim, é muito mais difícil. E depois de tanto tempo ali, ainda estou em busca disso, ainda estou em busca dessa essência que em algum momento deixei no meio do caminho.


Grande abraço

Fernando dos Santos

quarta-feira, 18 de março de 2015

Reflexão sobre o tempo


2015 já começou voando. Estamos nos aproximando do quarto mês de um ano que promete passar rápido como os demais. E porque isso? Cada ano que passa me sinto com menos tempo para fazer as outras coisas da vida. Semana todo o dia inteiro dedicado ao trabalho e a tentar ir e voltar dele. Estou ocupado demais até para mim mesmo. Até para escrever, o que considero muito importante. Aí quando arranjo tempo para fazer algum lazer ou outra coisa tenho que fazer tudo correndo.


Mas 2015 é um ano decisivo para mim em muitos aspectos. Ano de casamento, família, trabalho, concurso, uffaa... No afã de tentar arrumar tempo para isso tudo terei que decidir se caso ou compro uma bicicleta rs. Acho esse modelo nosso de vida bem complicado. Passamos nossa vida toda dedicando tempo demais ao trabalho e isso me incomoda. Quer dizer que passarei boa parte da minha vida fazendo uma atividade mecânica com o único propósito de levar dinheiro no fim do mês para casa. 


Eu sei eu sei, essa é uma visão bem negativa do trabalho, eu sei. Mas há tantas coisas que quero fazer na vida, tantos lugares que desejo ir, tantas pessoas que desejo conhecer e ajudar, mas estou aqui trabalhando, algo que me consome pelo menos 13 horas do dia. Enfim, não estou reclamando, apenas refletindo na quantidade de tempo que vivemos para o trabalho e menos para gente. Mas como ser diferente?


Precisamos trabalhar para viver não é? Como administrar isso? Vejo no concurso público uma alternativa boa para vencer esse prognóstico. Aí esbarro na falta de tempo para estudar rsrsrs. Mas o sonho continua, mesmo com pouco tempo sigo estudando e me preparando e um dia vou conseguir abrir essa porta. E, assim, meu 2015 segue voando. Espero que ele siga e eu consiga escrever um pouco mais. 18 postagens por ano para quem diz gostar muito de escrever é muito pouco. :D

Grande abraço a todos

Fernando dos Santos

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Êxodo: Deuses e Reis

Olá a todos.

Ontem fui ao cinema ver o badalado filme Êxodo: Deuses e Reis, já com uma preocupação. Filmes com temas bíblicos são sempre complicados porque os diretores de hollywood não costumam ter o mesmo compromisso com a fidelidade da história. Só pegam o pano de fundo e dão os retoques pessoais para tornarem aquela história como sua. Pensei em Noé e na viagem que o diretor daquele filme deu para contar a história. Vi que não adiantava levar a bíblia para o cinema e checar se cada cena do filme batia exatamente com o texto sagrado.



O filme até que é bom, bem melhor que Noé. Tive que deixar meus preconceitos de lado antes de entrar no cinema. Pode parecer idiota para vocês, mas é complicado para um cristão ver filmes como esse sempre preocupado com a literalidade do texto bíblico. Em cada cena de Êxodo pensava "O cara alterou isso e aquilo, etc" Chato né. Eu sei. Por isso em cada filme deste tipo tento enxergar que mensagem o diretor quer passar com isso.

Ridley Scot gosta de efeitos especiais e as cenas de guerra são incríveis, mais até do que as passagens das pragas. Esperava mais da cena que relatava a 10ª Praga, a morte dos primogênitos egípcios. Achei que poderiam ter feito mais nessa que é uma das passagens mais marcantes do Êxodo. Me lembrei na hora da animação "Príncipe do Egito" em que essa parte foi um dos pontos altos do filme. Esperava mais encontros entre Moisés e Faraó depois que as pragas começaram.


Desta vez Deus apareceu, pensei que o diretor ia colocar Moisés para ter um sonho doido e acordar determinado a libertar os hebreus. Não foi assim. Ele teve uma revelação de Deus. Deus falou diretamente com ele e de forma firme. Achei até interessante o contraponto da história onde várias vezes Moisés argumenta com Deus sobre o cumprimento da missão. Apesar de desconfiar do motivo de Deus ser um menino no filme. Gostei da parte onde Moisés tentava libertar o povo com a força das próprias mãos e Deus apareceu para ele e disse que estava vendo ele fracassar. Era a hora das pragas que assolariam o povo egípcio até o fim. Depois de tanto ver versões com o mar se abrindo de lado a lado, senti falta disso no final.



Li em muitas críticas que faltou emoção no filme. E faltou mesmo. O desenho teve muito mais emoção que o filme. Mas foi uma boa história. Acredito que todos que saíram do cinema tiveram a mesma impressão do que eu. Não havia aquele "Ooooooooohhhhhh" que fazem em cada cena de um grande filme. O relato do Êxodo é uma das passagens mais importantes da Bíblia e da história. Algo que mudaria para sempre o mundo. Moisés até hoje é lembrado. Mas faltava algo. E todos que ali estavam sentiram isso. Agora é saber qual a próxima história bíblica a ser adaptada para o cinema. Nota 10 para os efeitos especiais. Nota 6 para o filme.

Grande abraço a todos e Feliz 2015

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Você tem orgulho de ser brasileiro?

Olá a todos

No dia da proclamação da República, dia 15 de novembro, resolvi comentar uma postagem do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), no Facebook, sobre orgulho de ser brasileiro. Comentei pelo fato de ver muitas pessoas reclamando e dizendo que tinham vergonha de serem brasileiros. Esse sentimento era expresso ora pelos nossos políticos corruptos, ora pelos jogadores da seleção que perderam de 7 a 1 da Alemanha na Copa.


Fiquei chateado com isso pois acredito que o orgulho de ser brasileiro deveria vir de outras fontes que não as outras pessoas. Se meu orgulho de ser brasileiro estiver atrelado a políticos e jogadores de futebol jamais terei uma opinião firme sobre isso. Teria orgulho hoje e amanha não teria mais. Escrevi isso no post e algumas pessoas apoiaram e outras não, mas teve um comentário que me fez refletir um pouco sobre isso.

Um cara colocou que detestava esse país e que só voltou porque estava com a filha sequestrada aqui. Então ele não tinha nenhum orgulho de ser brasileiro por conta disso. Ele estaria certo ou errado? Esse é um assunto delicado, me questionei se meu orgulho de ser brasileiro era firme mesmo. Amo demais deste país não só por ter nascido aqui, mas por tudo que envolve o sentimento de ser brasileiro que penso ter imenso valor. O que os políticos ou outras pessoas fazem ou deixam de fazer em nada abalam isso. Sei que vivemos um momento complicado na política do país com denúncias diárias de corrupção. Isso sem falar na violência que não para de crescer.




Ninguém é obrigado a ter orgulho do Brasil e sei que há muitas coisas erradas aqui que podem não mudar nunca. Vocês concordam com isso? Vocês têm orgulho de serem brasileiros? O que faz você sentir orgulho deste país? Me ajudem a resolver essa questão.

Grande abraço a todos

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Guga, Um Brasileiro

Olá a todos

Sempre gostei de biografias. É o tipo de livro que mais gosto de ler, por conta da possibilidade rara que temos de conhecer alguém por meio de suas próprias palavras, embora saiba que há exceções. Foi assim quando comprei a biografia do tenista Gustavo Kuerten. Guga, Um brasileiro conta uma linda história, uma verdadeira aventura quando um brasileiro se dedica a um esporte em alto nível. E ele alcançou de tal maneira que muitos, assim como eu, passaram a gostar do esporte por causa dele. Levar o Brasil ao topo do ranking, onde permaneceu por 43 semanas, não foi fácil e isso fez com que o tênis fosse colocado de volta no mapa do esporte nacional depois de muitos e muitos anos. Não se sabe se existirá alguém capaz de fazer isso de novo.



Ao ler sua biografia entrei em contato com os bastidores de cada conquista, algo que não tinha acesso na época em que ele brilhava nas quadras. Isso num tempo em que tinha que colocar muito bombril na antena para melhorar a imagem e nem assim conseguia ver a pequena bola de tênis. Não conseguia ver nenhuma imagem quando passava os raros jogos de tênis na TV aberta. Quando conseguia, era na casa de algum amigo que tinha TV por assinatura, mas não era sempre. Ri muito com algumas passagens hilárias e me emocionei com outras, como quando ele fala do irmão Guilherme, carinhosamente chamado de Gui, e que morreu em 2007. Meus olhos ficaram marejados quando achei no You Tube o vídeo de sua despedida das quadras e a declaração de amor que fez ao técnico Larri Passos, tão importante como treinador e pai em sua carreira. Pude relembrar o dia em que desenhou um coração com a raquete no saibro de Roland Garros após difícil batalha contra o americano Michael Russel pelas oitavas de final em 2001 numa partida praticamente perdida. Vibrei muito com cada conquista que tive oportunidade de assistir. O esporte não é só resultado, é emoção e sentimento, e isso também aprendemos com ele. Apesar de não ter sido tão polêmico quanto seu rival André Agassi, foi muito bom poder relembrar essas histórias.


Infelizmente, o país não aproveitou o potencial do esporte e de Guga para alavancar o tênis no país. O Brasil continuará sendo o país do futebol e, as vezes, do Vôlei, e só. De vez em quando aparece um Guga, um Arthur Zanetti, uma Daiane dos Santos, mas o esporte brasileiro continua dependendo de lapsos do destino para produzir grandes campeões. Sua leitura embalou minhas viagens de ônibus nas manhãs indo de casa para o trabalho. Se aprendi uma coisa lendo o livro do Guga foi que preciso acreditar sempre para chegar aos meus objetivos. E precisamos mesmo, sem isso é impossível continuar a fazer qualquer coisa.


Com fé, competência e força de vontade é possível chegar a qualquer lugar.

Grande abraço. ;)

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Uma segunda-feira pós-eleições

Olá a todos

Segunda-feira pós-eleição deveria ser feriado. Era assim o clima quando saí para trabalhar hoje. Ruas imundas com panfletos de candidatos vencedores e perdedores em mais uma disputa longa e dura pelo poder nacional. Uma surpresa para mim a Marina não ter ido para o segundo turno. Mesmo votando na Dilma, acreditava que Marina teria força para ir pelo menos ao segundo turno com pouca diferença para Aécio. O que se viu foi o contrário. Uma derrota acachapante e que diz muita coisa sobre a polarização quase infinita entre PT e PSDB.

A terceira via ainda é possível, mas ainda engatinha num país que continua elegendo artistas, jogadores de futebol e palhaços para cargos políticos apenas pelo mérito deles em serem palhaços, jogadores de futebol e artistas. As pessoas esquecem que a política nada tem a ver com futebol, humor e entretenimento. Pode até existir pautas relacionadas a esses assuntos mas, em essência, o ingresso na vida política deveria ser única e exclusivamente com objetivo de melhorar a vida das pessoas. Não quero dizer que esses jogadores e artistas não possam um dia se tornarem bons políticos. Espero e torço muito para que isso aconteça, mas critico isso das pessoas votarem apenas por gostar, por ir com a cara ou pelo candidato ter trazido uma Copa do Mundo. Não param para revisar a biografia da pessoa. Muito se reclamou sobre o povo ter votado nos mesmos caras de sempre em algumas regiões. Ficou provado que dificilmente o povo elege desconhecidos. Talvez por isso seja tão comum ver famosos vencendo eleições. Pode não ser uma tendência, mas é o que tenho visto por aí.

Segui meu rumo em caminhada de mais ou menos 15 minutos até o ponto de ônibus. Passei por muito lixo. É inegável que é necessário usar panfletos. Mas a cidade sofre demais com essa lixarada nas ruas. Uma falta de amor pela cidade que eles vão ter que cuidar nos quatro anos.Trabalho e trabalho pesado para COMLURB que terá que dar conta de todo esse lixo. Ainda bem que não choveu na cidade. Seria muito pior. 

 Em meio à rápida viagem me pus a pensar no futuro do país e tal. Agradecendo a Deus por mais um dia e por sua infinita misericórdia. Orando por dias melhores e por textos melhores também. Lixarada na rua à parte estava com vontade de escrever e escrever mais. Não sei se terei tempo em meio à rotina de trabalho para responder comentários que, para mim, é essencial para manutenção do blog. A gente escreve pra gente, mas é fundamental ter pessoas lendo seu texto e comentando. Lendo e lendo mesmo e não somente comentando que achou o texto legal.

Espero que outros textos apareçam em breve.

Grande abraço.

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Eleições presidenciais

Olá a todos

Faz tempo que não venho aqui não é? Eu sei. A nova rotina após me formar tem me tirado o tempo para me dedicar com mais afinco ao meu querido blog. Espero não ter perdido a audiência de vocês. Pois bem. Estamos numa época onde a palavra democracia é entoada aos quatro ventos. A festa da democracia nas eleições presidenciais. Em quem votar? Quem escolher? Você gosta de política? Provável que muitos falarão que não. Estamos num momento interessante para o nosso país. Depois da trágica e terrível morte de Eduardo Campos, tudo mudou e Marina Silva aparece como verdadeira ameaça a mais um ciclo de 4 anos do PT.

Com isso, Aécio Neves, mais um a tentar tirar o PT do poder, caiu demais de produção, isso de acordo com as pesquisas, e já traça a estratégia para apoio a Marina no segundo turno. Sabe, tenho dificuldades para filtrar tudo que sai na imprensa sobre os candidatos. Sei que a imprensa em geral não gosta do PT e da Dilma, simpatizam com Marina, sei lá. Como jornalista, tento ler o que tem saído sobre os debates, confrontos e tal, e tem sido bem complicado estabelecer uma opinião concreta em meio a esse turbilhão de notícias.

Acredito que essa seja a dificuldade de muitas pessoas por aí. Votariam na Dilma porque acham que o país avançou muito nos anos em que o PT governou. Votariam no Aécio porque assim tiraria a "corja corrupta" do PT do poder. Votariam na Marina em nome da "nova política" que ela tanto fala que vai implementar em seu governo. Ou votariam nulo porque ninguém presta mesmo e seria um voto de protesto por conta da corrupção política que assola o país.

Votei na Marina na última eleição e gostei de ter dado meu voto a ela. Desta vez tenho dúvidas entre dar mais quatro anos a Dilma ou dar mais uma vez meu voto para Marina. O que vocês acham disso? Gostaria de saber de vocês: Têm essa dúvida? Votariam em quem e por quê? Sei que é uma pergunta complicada mas sinto que esse é o momento da gente entrar nesse diálogo. Não tem como ficar imune ou longe da política. Apesar da imprensa a cada quatro anos reforçar nossa ideia de que a política é uma merda e de todo mundo é ladrão, acho que momentos como esse é interessante para ver e trabalhar nossa opinião sobre a política de nosso país. Acredito que esse espaço é ideal para discutirmos esse assunto. Aguardo a opinião de vocês sobre essas eleições.

Grande Abraço

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Lindas lições de vida

Uma vez escutei uma música do cantor de rap MV Bill chamada Testemunho. Eu ficava repetindo essa música toda hora, pois acreditava que apesar de não saber se a história era ou não verdadeira, a letra se referia a vida de muitas pessoas. Vibrava com a lição de vida depositada em cada verso.  Se nunca a ouviu, ouça porque fala muito do texto que vou escrever agora. A música conta a história de superação de alguém que conseguiu se livrar do vício das drogas.

Boca ressecada
Coração acelerado
Reflexo no espelho
Homem desesperado
Mais um drogado a noite inteira alucinado
Maltrapilho, abandonado, vivendo isolado
(Testemunho – MV Bill)

Foi uma grande lição de vida a união deles no propósito de se manterem limpos
Este mês fui com minha noiva numa reunião aberta dos Narcóticos Anônimos por ocasião de um trabalho da faculdade dela. Lá, conhecemos várias histórias de pessoas e sua luta diária contra as drogas. Apesar de ser um mal mundial há uma galera por aí com um discurso a favor da legalização dessas substâncias, talvez não saibam o quanto isso pode prejudicar a vida daqueles que se viciam.

Ouvi um relato de um pai que tinha deixado de ir na praia naquele dia, um domingo lindo de sol, para não faltar a reunião. Estava maravilhado e feliz por ter sido chamado de herói pela filha. Ele não se sentia um herói por ter quase sucumbindo ao vício, mas era um vencedor por estar ali mostrando para os amigos que estava recuperado e lutando para permanecer limpo depois de tantos anos. O reconhecimento da filha o levou as lágrimas. Tinha outra pessoa que estava feliz em ajudar o filho na organização de um churrasco com os amigos. Outro presente se sentindo seguro por estar recuperado acabou caindo nas drogas novamente e reconheceu que precisava vigiar todos os dias para não voltar a usar novamente. A falsa segurança que tinha de si mesmo havia lhe dado um duro golpe e ele estava ali, quatro meses limpo tendo que recomeçar o processo de recuperação novamente. 


As reuniões com N.A. foram importantes
As ruas convidavam minha carne a todo instante
Parte do meu corpo ainda esta contaminado
Mas passo a impressão de totalmente recuperado
Bem arrumado, recuperei meu laço
(Testemunho – MV Bill)

A luta é grande, mas a união das pessoas em torno de um mesmo propósito ajuda e muito na recuperação
Aqui não teria espaço para colocar tantas histórias de superação escutadas naquele dia. O fato é que as drogas têm um efeito devastador no ser humano e só quem desce até esse inferno e volta renascido sabe o valorizar cada minuto da vida. Conheci vários lados dessa história; de pessoas vencendo desafios, de pessoas ainda lutando e outras enfrentando muitas dificuldades nesta batalha. Ali a droga era o fantasma a ser exorcizado da vida deles, mesmo aqueles que estão há mais de oito anos sem usar, mas que precisam lidar com um ponto de venda a metros de casa.

Não me envergonho da minha história
Dou testemunho na igreja e palestra em escola
Toco a minha bola como se fosse o começo
Tive outra chance mesmo sem saber se eu mereço
Favela que eu entrava e ficava pancadão
Hoje eu entro pra fazer a corrente de libertação
(Testemunho – MV Bill)


Saí de lá muito enriquecido. Agradeci a Deus pela vida de cada pessoa ali e pedi a Ele que continue fortalecendo para eles se manterem longe das drogas. Agradeci muito a Deus pela aula de vida que tive neste dia. Aquelas pessoas podem não saber, mas me deram uma grande lição de vida.

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Era uma vez um trabalho final de Jornalismo...

Quando optei por fazer jornalismo e me inscrevi no Enem em 2009, não tinha ideia do que estava por vir. Pensava no jornalismo por gostar de escrever, algo que sempre fiz. Escrevia crônicas das partidas do time da rua quando chegava em casa. Avaliava a atuação de cada um, inclusive a minha. As vezes me dava 8, as vezes me dava 4. Depois de passada a loucura habitual do futebol, parti para os poemas como todo bom romântico em busca do grande amor. Escrevia e escrevia muito, teve poemas chegaram ao seu destino, outros não. Realmente, poemas não eram textos fáceis de fazer. Com a internet, resolvi  iniciar um Blog; fiz o Fernu Fala que se perdeu por aí, e no final de 2008 fiz outro blog, o Fernu Fala II. Não tem sido fácil escrever e, principalmente, manter o blog atualizado, como vocês já devem perceber pelo grande intervalo entre uma atualização e outra. Espero um dia poder mudar isso um dia e me dedicar mais. 

Anotações: minhas fiéis companheiras neste trabalho
Mas voltando ao assunto. Então veio o Enem 2009 no dia da última rodada do Campeonato Brasileiro. Sei que muita gente não deve ter ido fazer a prova. Afinal de contas, o Flamengo seria campeão naquele dia. Já meu Botafogo quase foi rebaixado. Ainda deu tempo de pegar o finalzinho da rodada. No final, deu para passar e deu para conseguir a tão sonhada bolsa de estudos para cursar Jornalismo. Chegando lá, me deparei com uma realidade totalmente diferente. O jornalismo que eu mal conhecia estava em processo de mudança e só iria perceber isso quando comecei a procurar estágios, em que de cada 10 vagas, 6 eram para assessoria de comunicação. Tive o meu primeiro contato com Assessorias de Imprensa, algo que era totalmente novo para mim, e até já escrevi sobre isso aqui no blog.  Foram dois estágios em assessorias para então chegar na tão temida monografia. A redação do jornal de esportes começava a ficar mais distante, a profissão mudava e as assessorias se tornavam cada vez mais a opção de trabalho mais acessível para o jornalista. Isso me fez mudar um pouco minha concepção da profissão e minhas ideias em relação ao futuro. 

Bibliografia sobre tema não é grande, mas o que consegui ter acesso me deu mais do que a informação necessária



















Como estagiava em assessoria tive a brilhante ideia de fazer o trabalho de conclusão sobre comunicação pública, já que estava em uma delas na ocasião. Mas a cada linha traçada percebia que não conseguiria fazer algo bacana pelo fato de me identificar com o tema. Segui até o fim com o pré-projeto para não perder a matéria, mas resolvi trocar de tema, perder um semestre para falar do motivo que me levou a fazer jornalismo, o esporte. Trabalhei por quase um ano no trabalho que envolvia a história do futebol no Brasil, o Campeonato Brasileiro e a relação com a Rede Globo, principal emissora a transmitir o torneio. Depois de muita pesquisa, leituras e releituras e um constante escreve /apaga, cheguei ao trabalho final.

Não foi fácil falar do Campeonato Brasileiro e relacioná-lo com a Rede Globo e com a comunicação, pelo fato de não haver uma bibliografia vasta sobre o tema. Sendo assim, tive que ler e pesquisar ainda mais. Mas a literatura que tive acesso foi espetacular. Um texto melhor que o outro. A história do futebol é muito rica e sempre teve presença forte da comunicação. Os estudos sobre Economia Política da Comunicação, democratização da mídia e a relação entre TV e futebol foram demais. Não tenho palavras para expressar o quanto foi bom fazer este trabalho. E valeu a pena a troca de tema porque aprendi demais e isso é algo que poderei levar para uma pós, um mestrado... Só sei que quero seguir estudando e me aprofundando ainda mais no assunto. 

Era hora de esperar até o dia da apresentação e que tensão era aquela. Mas o dia finalmente chegou. Na última sexta-feira, dia 27, o grande dia chegou. E para minha surpresa a monografia ficou com a nota máxima. Nem nas minhas melhores previsões esperava por isso.  Melhor ainda foi escutar dos professores que tomei a decisão certa em trocar de tema para fazer sobre um assunto que gosto. O que ouvi da banca me incentivou ainda mais a continuar e a prosseguir com os estudos. Penso que foi a coroação de uma dedicação de quase um ano trabalhando para concluir bem este curso. E que venham novos desafios e que venham novas conquistas. Peço desculpas aos leitores pela demora para atualizar o blog, mas espero visitar todos que sempre vem aqui, como sempre faço quando crio um novo post. O texto ficou longo mais uma vez rs. Sempre penso que tem mais alguma coisa para escrever. Espero que gostem do que acabei de escrever aqui.

Grande abraço a todos

Fernando dos Santos

domingo, 20 de abril de 2014

Meu bairro, meu chão

Olá a todos


Terça-feira chuvosa. Bom para ficar em casa. Bom para não sair na rua. Me alertaram sobre isso, a rua não estava boa, mas precisava sair, precisava levá-la até em casa. Não tinha como não passar por ali. Mas estava chovendo e estaria tranquilo. Aí vieram os fogos, tá rá rá rá bummmm!!! Logo em seguida os tiros (não acho necessário fazer o barulho aqui). Ação e reação, vira uma rua aqui e outra ali para não passar no meio do sinistro. Poxa vida, estava chovendo, e muito, esses caras não descansam nem na chuva? Se abateu uma tristeza sobre mim. Sabe, você não poder andar com segurança no seu bairro? No no seu país?


No país, tudo bem, mas, no seu bairro? O seu bairro é onde você mora. É onde você tem que estar todos os dias, mas não. Imaginei que poderia morrer ali, ser atingido, baleado, confundido, ser qualquer coisa. A comunidade não estava pacificada?. Sim, ela está mesmo pacificada. Os homens estão aqui, estão ali, as vezes não estão, mas, no geral, estão. Eles precisam agir, precisam assumir, precisam confrontar, as vezes precisam até atirar. Definitivamente não me sinto seguro no meu lar. O nosso lar é sagrado, meu terreno, meu bairro. Bairro esse que não é meu, não nasci aqui, não cresci aqui, simplesmente me instalei aqui, virou meu lar. Lugar que demorei a conquistar, lugar que aprendi a amar e a chamar de meu. 



O Rio de Janeiro passa por um momento terrível onde explode o crime e a violência. A sociedade pensa que fazer justiça com as próprias mãos resolve o problema, mas, não. Prendem crianças no poste, tiram-lhe a roupa e o expõem ao ridículo. Esquecem que ele é mais uma vítima, esquecem que ele machuca por tanto ter sido machucado. Vejo pessoas assim todos os dias, pessoas acabadas, pessoas esquecidas. Na favela, a igreja faz milagres todos os dias, mas não resolve tudo. A polícia não está lá para resolver tudo. O povo precisa mudar, as mentes precisam mudar, mas como? As pessoas estão vazias, sedentas, mas do quê? Vivem fazendo merda, vivem metidas no que não presta, e o fazem continuamente ainda que a morte os rodeie com os revólveres cheios de munição dos dois lados do tabuleiro. 


As pessoas precisam de ajuda, elas precisam procurar ajuda, mas não o fazem. Preferem ficar ali paradas na esquina como o funk diz para elas ficarem. O que fazer? Preciso orar, preciso clamar por esta cidade. Não quero ver este lugar assim, mais parecido com o filme de mesmo nome. Todo mundo reclama do filme, eu vejo o filme quando ando por aqui. Vejo um filme que não quero ver mais, vejo um filme que quero muito que termine. Pois amo muito esta cidade, amo muito este bairro, amo demais este lugar, esta Cidade chamada De Deus. 

Grande abraço
Fernando

terça-feira, 1 de abril de 2014

Dúvidas de um futuro jornalista

Olá a todos

Sempre fui um cara que me questionei muito. Não sei se isso é uma coisa boa ou ruim, acho que é mais ruim do que boa, até. Sempre me subestimei e minimizei minhas reais capacidades. Estou em busca delas ate hoje. Teve uma época em que acreditava que havia me encontrado na Filosofia. A dúvida em qual curso seguir me acompanhava até começar a ler Platão e Aristóteles. Fui, fiz a prova, passei de primeira.

Depois de 4 anos e meio, a formação está bem perto

Chegando lá, me empolgava, várias discussões sobre o pensamento humano, origem da vida e o porquê disso e aquilo. História da Filosofia Antiga, Filosofia Política, Ética então, era, disparada, a melhor matéria que tinha na faculdade. Altas discussões ao fim de cada aula. Mas, com o tempo, o futuro insistia em me incomodar. Ficava me perguntando se a vida de filósofo dava dinheiro. Eu seria o quê? Professor? Logo eu que ainda tenho traumas da minha época de escola onde mesmo quietinho na minha a confusão me procurava e me encontrava. Me metia em brigas apenas por discordar das pessoas em pequenas coisas. Sofri demais pelos colégios que passei. Não. Não queria ser professor, definitivamente.

Esse negócio de estudar e trabalhar me cansava demais. Aliado ao desânimo do provável futuro no magistério, acabei trancando a faculdade de filosofia na UERJ. Fiquei trabalhando, apenas. Ganhando e gastando dinheiro. Economizando na poupança para depois gastar novamente. Não daria para chegar a lugar nenhum assim. Pensava no meu gosto por esporte, na minha paixão pelo futebol. Bingooo!!!! Por que não fazer jornalismo? Lembrava que ficava narrando jogos de botão sozinho na sala, lembrava que ficava fazendo campeonatos em que os resultados eram decididos no dado. 

Fui lá e fiz jornalismo e passei pelo Prouni. Bolsa de 100% em uma faculdade particular. Tive que me despedir de vez da filosofia. Agora não podia vacilar. Não podia perder outra oportunidade. Lá se foram 4 anos e meio e estou perto de me formar faltando apenas o trabalho final de curso. Não consegui trabalhar com esporte neste tempo. Tentei estágio no Lance, principal jornal de esporte da região, por três ocasiões e acabei não passando. 

Acabei por duas vezes conseguindo estágio em assessorias de imprensa e, aos poucos, fui me afastando do esporte e do futebol. Gostei demais dessas experiências e mais uma vez me questionei sobre meu futuro como jornalista. O interessante é que eu nem conhecia este ramo de trabalho (Assessoria) quando passei para o curso. Pensava em trabalhar com futebol internacional, cobrir o torneio de Roland Garros de tênis e viajar para acompanhar alguma Copa do Mundo.

Assessoria de comunicação? Será este o futuro?
Faço estágio em uma assessoria em que a cada dia entro em contato com informações novas sobre os mais variados assuntos. Isso me faz ficar mais cabeçudo rs. Além de me fazer entender que este é um excelente campo de trabalho. Agora, eu não sei. Continuo questionando. O certo é que o mundo terá um novo jornalista formado em breve cheio de dúvidas e receios, mas cheio de vontade de aprender mais e mais com essa profissão doida que eu escolhi.

Chego no meu trabalho de conclusão de curso falando de futebol e da transmissão do campeonato brasileiro. Posso estar fazendo qualquer outro trabalho, mas o futebol sempre terá algum papel nesta pauta. Penso nisso em um futuro mestrado, doutorado...

De qualquer forma, não sei onde estarei trabalhando daqui a alguns meses, só sei que estou em busca do meu lugar ao sol. Seja aonde for, sei que vou gostar muito do que vou fazer como futuro jornalista

Grande abraço
Fernando

sábado, 15 de março de 2014

Pra que pensar na morte

Olá a todos

No meio dessa correria toda, resolvi dar uma parada e pensar um pouco na vida ou no fim dela. Esta semana me deparei com vários aspectos do fim da vida que me fizeram refletir muito sobre o tema. Primeiro, não é um assunto que as pessoas gostam de falar e conversar, nem eu gosto muito, mas quem gosta não é? Nós fugimos ou tentamos fugir da morte, mas o fato é que nunca saberemos quando vai chegar a nossa hora, talvez seja melhor assim. Se soubermos o dia em que vamos morrer, podemos fazer de tudo para evitar esse dia e acabarmos morrendo mais rápido.

Esta semana foi de certa comoção no estágio por conta de uma homenagem no jornal institucional a um funcionário falecido recentemente. Ele era muito querido e o legado que ele deixou foi tão significativo que foi difícil para algumas pessoas falar dele. De qualquer maneira, ele não está mais aqui para receber a homenagem, talvez isso deveria ter sido feito com ele ainda em vida, mas sua trajetória foi interrompida na metade da vida no auge dos seus 52 anos.

Um ator também se foi esta semana, sua numerosa família estava dando entrevistas como de praxe nessas horas, todos estavam lá pára vê-la dizer que ele não estava mais lá. A doença tinha levado todo o seu ser, sua consciência, seu agir, seu coração foi o último a parar. Nosso corpo luta ferozmente contra o fim, luta até não poder mais, é uma guerra que não pode ser vencida, mesmo assim a vida pode ser prolongada por anos e anos a fio com muito desgaste, força e determinação. As vezes, a vida vence, mas, no geral, as lembranças é que contarão a riqueza de nossa história aqui.

Personagem "Puro Osso", e a foice sempre presente.
Confesso que tenho medo dela, talvez seja a insegurança de ver a morte passar perto de você ou de alguém que conheço e eu não poder fazer nada. Talvez seja a nossa incapacidade humana com o que há de mais duro em nossa existência. Podemos ir à lua, podemos ir ao espaço, podemos construir e levantar cidades, mas não podemos vencer a morte. Sempre quando fico sabendo que alguém próximo está muito doente, fico chateado. Normal até, mas, o que chateia mais é a possibilidade de nunca mais ver a pessoa, de nunca mais participar e tê-la em nosso convívio, ainda que esta pessoa seja um pouco distante de mim. 

Minha avó, numa certa idade dela, pensava muito na morte, falava dela todos os dias, praticamente. No auge dos seus 80 anos, sabia que se aproximava do fim e tinha medo disso. Eu via aquela que seria a pessoa mais corajosa que já conheci em toda minha vida tremer de medo do fim de sua existência. Ela sabia que essa hora viria, mas não queria ir. Só quando ficava com raiva e achava que estava dando trabalho para a gente, aí ela falava que tinha que morrer logo, mas isso nunca acontecia. Nos deixou quando nós menos esperávamos e é uma das pessoas que mais sinto falta. Penso nela sempre, porque foi graças a ela que sou a pessoa que sou hoje, cheio de virtudes e defeitos.



Todas essas coisas nos alertam para a finitude de nossa vida e em como precisamos dar valor a cada segundo em que estamos por aqui. Eu tenho medo da morte, não pela morte em si que sei que virá para todos, mas medo da dor, do sofrimento meu e dos amigos e parentes. Sei que todo mundo tem isso, mas quando se é jovem, você não pensa nisso, achamos que somos infinitos como todos os nossos sonhos e planos. Se nos apaixonamos é para sempre, se odiamos é para sempre, mas nunca pensamos que poderíamos não estar mais por aqui.

Mas a gente cresce e nossos pensamentos mais obscuros tomam forma e passamos a temer pelas pessoas e pelas coisas. Vivemos sempre para um amanhã que nunca vem, mas continuamos fazendo isso todos os dias. Melhor assim, somos condicionados a não pensar na morte, é melhor assim. É melhor que seja sempre assim. Ela não gosta de avisos, só o último. Se ela fosse aquela imagem dos gibis da turma da Mônica, com a foice na mão, talvez não seria tão assustadora. Até porque já estamos acostumados com esta imagem. Ainda mais se ela vier assim sorridente e bem humorada como ela é nos quadrinhos. Poderia ser como o personagem Puro Osso das Aventuras de Billy e Mandy também rs. Seria hilário, mas não é. Gostaria até de saber o porquê dela ser personificada sempre com esta imagem.  

Se a morte fosse assim, não seria tão assustadora não é?
Nos resta e a cada ser humano, orar, acreditar que Deus sempre tem o melhor para a gente, não importando o que aconteça. E também que Deus olhe para as pessoas próximas que estão enfermas. Sabendo que Deus tem o controle da vida e da morte e sabendo que sempre tem o melhor para nós. Pra quê pensar na morte se estamos cheios de vida, alguns vão dizer. Só sei que é uma forma de externar algumas preocupações que estão aqui dentro

Grande abraço
Fernando

 

domingo, 9 de março de 2014

Por onde andei

Olá a todos

Nossa, quase um mês sem escrever no blog, ainda mais este ano que tenho metas com respeito a número de postagens e tal. Esses tempos tem sido um pouco complicados para mim por conta de compromissos que tenho que cumprir este ano. Eu e minha noiva pretendemos nos casar ano que vem, e aí estamos batendo perna em busca de um local para o casamento. Ela, que foi tema de um dos textos mais acessados do blog: Quando um homem diz que ama de verdade, se quiserem deem uma passada lá :)

Tantos lugares para fazer o casamento, fica difícil escolher
 Achar um local adequado não é fácil, ainda mais não tendo muita grana a disposição, mas estamos na luta e batendo bastante perna em busca do tão sonhado lugar. Estamos vendo essa parte de escolher o local com certa antecedência, isso vai nos ajudar, principalmente na questão da grana, é mais tempo para pagar tudo isso rs. Isso também dá calma e tranquilidade para escolher o melhor lugar para realizar o casamento e, para isso é necessário bater perna mesmo. Outra coisa de tirar o sono é a monografia. Eu tinha um tema no início do ano passado, mas resolvi mudar de tema e me enrolei com ele, preferindo terminar todas as matérias da faculdade e deixar a mono para o último período. Isso me custou 6 meses da minha vida.

Em busca de transformar um sonho em realidade
Pensei que, como o principal motivo de eu ter feito jornalismo foi o futebol e o esporte, nada melhor do que encerrar a faculdade falando sobre isso. Iniciei minhas pesquisas e já tenho boa parte do material em mãos, agora só falta mesmo o orientador aprovar meu projeto e pôr mãos à obra. Acredito que vai ficar muito bom, pelo fato de ser um assunto pouco explorado no meio acadêmico. Espero estar dando início a um trabalho que pode ser uma ponte para um mestrado ou doutorado, quem sabe...

Meus livros de apoio para a monografia, e ainda vem mais por aí
Tive que refazer totalmente meu pré-projeto e ir em busca de um orientador este ano. Tive algumas dificuldades pelo fato da professora que escolhi não poder me orientar porque está no final do doutorado dela. Só consegui resolvi fazer isso agora no fim do carnaval. Ufa, parece que a coisa vai andar agora, o que pode significar ainda menos postagens, mas sempre que puder vou postar aqui porque o Blog faz parte deste meu processo de formação também.

Anotando e esquematizando tudo da monografia
Agora é orar, buscar e continuar lutando e procurando, seja um local adequado para o casório, seja dando prosseguimento a monografia. Peço a Deus que abençoe esses objetivos. Ano de muitas mudanças esse 2014.

Grande abraço.
Fernando dos Santos

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Confusões no país da Copa

Olá a todos

Em outubro de 2007, a FIFA ratificou o Brasil como país sede da Copa do Mundo de 2014. Foi uma alegria e histeria geral. Telões espalhados pelo país para que todos pudessem assistir a cerimônia, alegria geral e muito contentamento. O país teria cerca de 7 anos para se preparar para o torneio. Mas, o que se viu a partir daí foi uma sucessão de erros e equívocos que podem transformar o sonho de receber a competição internacional de futebol em um pesadelo. 

Acidente na Arena Corinthians que deixou um morto
Num país onde a roubalheira e impunidade de políticos é quase cultural, assistimos a obras em que os orçamentos aumentavam a cada dia, pessoas morrendo nas obras e os desmandos da FIFA no país, principalmente na disputa da Copa das Confederações no ano passado. No junho do ano passado, os protestos estouraram pelo país demonstrando a insatisfação de muitos brasileiros com os desmandos e a falta de respeito dos governantes pelo povo. 

Agora, o sonho da Copa está em cheque, os movimentos prometem manifestações intensas durante o torneio e com protestos cada vez mais violentos, sobrou para o cinegrafista da Rede Bandeirantes, Santiago Andrade. Digo que este fato foi uma morte anunciada, pois vários jornalistas ficaram feridos em protestos no ano passado. A morte de Santiago trás à tona a violência desmedida tanto por parte da polícia quanto por parte dos manifestantes e mostra que os protestos deste tipo estão indo longe demais. A morte dele também trás à tona os riscos que os jornalistas correm todos os dias em busca da melhor imagem, da melhor foto, da melhor cena e acabam não cuidando do principal, a própria segurança. 


Uma das mensagens dirigidas à FIFA nos protestos
As pessoas perderam a noção de como protestar e colocam em risco quem não tem nada com aquilo ou está ali para trabalhar como é o caso dos jornalistas. As pessoas parecem que estão enlouquecendo aqui no Rio de Janeiro, aqui no lugar onde vai ser a final da Copa do Mundo, as pessoas se sentem no direito de fazer justiça pelas próprias mãos e são aplaudidas por parte da sociedade, como no caso do menor assaltante preso num poste com um cadeado de prender bicicleta. Essas mesmas pessoas se esquecem que para um menor chegar ao ponto de roubar alguém é porque faltou alguma coisa lá atrás, na sua criação, na sua família, algo deu errado, mas elas não querem saber, esse é o nosso país louco. País das soluções imediatas, mas não para a Copa.


Cinegrafista antes de ser atingido por rojão
Não sei como vai ser em junho, espero que esta Copa passe rápido, mas receio que o legado, (nunca escutei tanto essa palavra ultimamente) que tanto dizem, não vai ser nada daquilo que a gente espera. A Cidade está um caos, as pessoas estão doidas e com medo nas ruas por conta da violência. Jornalistas morrem no país da Copa, na cidade onde será a final da Copa. Sério, já não estou feliz com a Copa do Mundo no Brasil. 

Grande Abraço.