quinta-feira, 17 de julho de 2014

Lindas lições de vida

Uma vez escutei uma música do cantor de rap MV Bill chamada Testemunho. Eu ficava repetindo essa música toda hora, pois acreditava que apesar de não saber se a história era ou não verdadeira, a letra se referia a vida de muitas pessoas. Vibrava com a lição de vida depositada em cada verso.  Se nunca a ouviu, ouça porque fala muito do texto que vou escrever agora. A música conta a história de superação de alguém que conseguiu se livrar do vício das drogas.

Boca ressecada
Coração acelerado
Reflexo no espelho
Homem desesperado
Mais um drogado a noite inteira alucinado
Maltrapilho, abandonado, vivendo isolado
(Testemunho – MV Bill)

Foi uma grande lição de vida a união deles no propósito de se manterem limpos
Este mês fui com minha noiva numa reunião aberta dos Narcóticos Anônimos por ocasião de um trabalho da faculdade dela. Lá, conhecemos várias histórias de pessoas e sua luta diária contra as drogas. Apesar de ser um mal mundial há uma galera por aí com um discurso a favor da legalização dessas substâncias, talvez não saibam o quanto isso pode prejudicar a vida daqueles que se viciam.

Ouvi um relato de um pai que tinha deixado de ir na praia naquele dia, um domingo lindo de sol, para não faltar a reunião. Estava maravilhado e feliz por ter sido chamado de herói pela filha. Ele não se sentia um herói por ter quase sucumbindo ao vício, mas era um vencedor por estar ali mostrando para os amigos que estava recuperado e lutando para permanecer limpo depois de tantos anos. O reconhecimento da filha o levou as lágrimas. Tinha outra pessoa que estava feliz em ajudar o filho na organização de um churrasco com os amigos. Outro presente se sentindo seguro por estar recuperado acabou caindo nas drogas novamente e reconheceu que precisava vigiar todos os dias para não voltar a usar novamente. A falsa segurança que tinha de si mesmo havia lhe dado um duro golpe e ele estava ali, quatro meses limpo tendo que recomeçar o processo de recuperação novamente. 


As reuniões com N.A. foram importantes
As ruas convidavam minha carne a todo instante
Parte do meu corpo ainda esta contaminado
Mas passo a impressão de totalmente recuperado
Bem arrumado, recuperei meu laço
(Testemunho – MV Bill)

A luta é grande, mas a união das pessoas em torno de um mesmo propósito ajuda e muito na recuperação
Aqui não teria espaço para colocar tantas histórias de superação escutadas naquele dia. O fato é que as drogas têm um efeito devastador no ser humano e só quem desce até esse inferno e volta renascido sabe o valorizar cada minuto da vida. Conheci vários lados dessa história; de pessoas vencendo desafios, de pessoas ainda lutando e outras enfrentando muitas dificuldades nesta batalha. Ali a droga era o fantasma a ser exorcizado da vida deles, mesmo aqueles que estão há mais de oito anos sem usar, mas que precisam lidar com um ponto de venda a metros de casa.

Não me envergonho da minha história
Dou testemunho na igreja e palestra em escola
Toco a minha bola como se fosse o começo
Tive outra chance mesmo sem saber se eu mereço
Favela que eu entrava e ficava pancadão
Hoje eu entro pra fazer a corrente de libertação
(Testemunho – MV Bill)


Saí de lá muito enriquecido. Agradeci a Deus pela vida de cada pessoa ali e pedi a Ele que continue fortalecendo para eles se manterem longe das drogas. Agradeci muito a Deus pela aula de vida que tive neste dia. Aquelas pessoas podem não saber, mas me deram uma grande lição de vida.

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Era uma vez um trabalho final de Jornalismo...

Quando optei por fazer jornalismo e me inscrevi no Enem em 2009, não tinha ideia do que estava por vir. Pensava no jornalismo por gostar de escrever, algo que sempre fiz. Escrevia crônicas das partidas do time da rua quando chegava em casa. Avaliava a atuação de cada um, inclusive a minha. As vezes me dava 8, as vezes me dava 4. Depois de passada a loucura habitual do futebol, parti para os poemas como todo bom romântico em busca do grande amor. Escrevia e escrevia muito, teve poemas chegaram ao seu destino, outros não. Realmente, poemas não eram textos fáceis de fazer. Com a internet, resolvi  iniciar um Blog; fiz o Fernu Fala que se perdeu por aí, e no final de 2008 fiz outro blog, o Fernu Fala II. Não tem sido fácil escrever e, principalmente, manter o blog atualizado, como vocês já devem perceber pelo grande intervalo entre uma atualização e outra. Espero um dia poder mudar isso um dia e me dedicar mais. 

Anotações: minhas fiéis companheiras neste trabalho
Mas voltando ao assunto. Então veio o Enem 2009 no dia da última rodada do Campeonato Brasileiro. Sei que muita gente não deve ter ido fazer a prova. Afinal de contas, o Flamengo seria campeão naquele dia. Já meu Botafogo quase foi rebaixado. Ainda deu tempo de pegar o finalzinho da rodada. No final, deu para passar e deu para conseguir a tão sonhada bolsa de estudos para cursar Jornalismo. Chegando lá, me deparei com uma realidade totalmente diferente. O jornalismo que eu mal conhecia estava em processo de mudança e só iria perceber isso quando comecei a procurar estágios, em que de cada 10 vagas, 6 eram para assessoria de comunicação. Tive o meu primeiro contato com Assessorias de Imprensa, algo que era totalmente novo para mim, e até já escrevi sobre isso aqui no blog.  Foram dois estágios em assessorias para então chegar na tão temida monografia. A redação do jornal de esportes começava a ficar mais distante, a profissão mudava e as assessorias se tornavam cada vez mais a opção de trabalho mais acessível para o jornalista. Isso me fez mudar um pouco minha concepção da profissão e minhas ideias em relação ao futuro. 

Bibliografia sobre tema não é grande, mas o que consegui ter acesso me deu mais do que a informação necessária



















Como estagiava em assessoria tive a brilhante ideia de fazer o trabalho de conclusão sobre comunicação pública, já que estava em uma delas na ocasião. Mas a cada linha traçada percebia que não conseguiria fazer algo bacana pelo fato de me identificar com o tema. Segui até o fim com o pré-projeto para não perder a matéria, mas resolvi trocar de tema, perder um semestre para falar do motivo que me levou a fazer jornalismo, o esporte. Trabalhei por quase um ano no trabalho que envolvia a história do futebol no Brasil, o Campeonato Brasileiro e a relação com a Rede Globo, principal emissora a transmitir o torneio. Depois de muita pesquisa, leituras e releituras e um constante escreve /apaga, cheguei ao trabalho final.

Não foi fácil falar do Campeonato Brasileiro e relacioná-lo com a Rede Globo e com a comunicação, pelo fato de não haver uma bibliografia vasta sobre o tema. Sendo assim, tive que ler e pesquisar ainda mais. Mas a literatura que tive acesso foi espetacular. Um texto melhor que o outro. A história do futebol é muito rica e sempre teve presença forte da comunicação. Os estudos sobre Economia Política da Comunicação, democratização da mídia e a relação entre TV e futebol foram demais. Não tenho palavras para expressar o quanto foi bom fazer este trabalho. E valeu a pena a troca de tema porque aprendi demais e isso é algo que poderei levar para uma pós, um mestrado... Só sei que quero seguir estudando e me aprofundando ainda mais no assunto. 

Era hora de esperar até o dia da apresentação e que tensão era aquela. Mas o dia finalmente chegou. Na última sexta-feira, dia 27, o grande dia chegou. E para minha surpresa a monografia ficou com a nota máxima. Nem nas minhas melhores previsões esperava por isso.  Melhor ainda foi escutar dos professores que tomei a decisão certa em trocar de tema para fazer sobre um assunto que gosto. O que ouvi da banca me incentivou ainda mais a continuar e a prosseguir com os estudos. Penso que foi a coroação de uma dedicação de quase um ano trabalhando para concluir bem este curso. E que venham novos desafios e que venham novas conquistas. Peço desculpas aos leitores pela demora para atualizar o blog, mas espero visitar todos que sempre vem aqui, como sempre faço quando crio um novo post. O texto ficou longo mais uma vez rs. Sempre penso que tem mais alguma coisa para escrever. Espero que gostem do que acabei de escrever aqui.

Grande abraço a todos

Fernando dos Santos

domingo, 20 de abril de 2014

Meu bairro, meu chão

Olá a todos


Terça-feira chuvosa. Bom para ficar em casa. Bom para não sair na rua. Me alertaram sobre isso, a rua não estava boa, mas precisava sair, precisava levá-la até em casa. Não tinha como não passar por ali. Mas estava chovendo e estaria tranquilo. Aí vieram os fogos, tá rá rá rá bummmm!!! Logo em seguida os tiros (não acho necessário fazer o barulho aqui). Ação e reação, vira uma rua aqui e outra ali para não passar no meio do sinistro. Poxa vida, estava chovendo, e muito, esses caras não descansam nem na chuva? Se abateu uma tristeza sobre mim. Sabe, você não poder andar com segurança no seu bairro? No no seu país?


No país, tudo bem, mas, no seu bairro? O seu bairro é onde você mora. É onde você tem que estar todos os dias, mas não. Imaginei que poderia morrer ali, ser atingido, baleado, confundido, ser qualquer coisa. A comunidade não estava pacificada?. Sim, ela está mesmo pacificada. Os homens estão aqui, estão ali, as vezes não estão, mas, no geral, estão. Eles precisam agir, precisam assumir, precisam confrontar, as vezes precisam até atirar. Definitivamente não me sinto seguro no meu lar. O nosso lar é sagrado, meu terreno, meu bairro. Bairro esse que não é meu, não nasci aqui, não cresci aqui, simplesmente me instalei aqui, virou meu lar. Lugar que demorei a conquistar, lugar que aprendi a amar e a chamar de meu. 



O Rio de Janeiro passa por um momento terrível onde explode o crime e a violência. A sociedade pensa que fazer justiça com as próprias mãos resolve o problema, mas, não. Prendem crianças no poste, tiram-lhe a roupa e o expõem ao ridículo. Esquecem que ele é mais uma vítima, esquecem que ele machuca por tanto ter sido machucado. Vejo pessoas assim todos os dias, pessoas acabadas, pessoas esquecidas. Na favela, a igreja faz milagres todos os dias, mas não resolve tudo. A polícia não está lá para resolver tudo. O povo precisa mudar, as mentes precisam mudar, mas como? As pessoas estão vazias, sedentas, mas do quê? Vivem fazendo merda, vivem metidas no que não presta, e o fazem continuamente ainda que a morte os rodeie com os revólveres cheios de munição dos dois lados do tabuleiro. 


As pessoas precisam de ajuda, elas precisam procurar ajuda, mas não o fazem. Preferem ficar ali paradas na esquina como o funk diz para elas ficarem. O que fazer? Preciso orar, preciso clamar por esta cidade. Não quero ver este lugar assim, mais parecido com o filme de mesmo nome. Todo mundo reclama do filme, eu vejo o filme quando ando por aqui. Vejo um filme que não quero ver mais, vejo um filme que quero muito que termine. Pois amo muito esta cidade, amo muito este bairro, amo demais este lugar, esta Cidade chamada De Deus. 

Grande abraço
Fernando

terça-feira, 1 de abril de 2014

Dúvidas de um futuro jornalista

Olá a todos

Sempre fui um cara que me questionei muito. Não sei se isso é uma coisa boa ou ruim, acho que é mais ruim do que boa, até. Sempre me subestimei e minimizei minhas reais capacidades. Estou em busca delas ate hoje. Teve uma época em que acreditava que havia me encontrado na Filosofia. A dúvida em qual curso seguir me acompanhava até começar a ler Platão e Aristóteles. Fui, fiz a prova, passei de primeira.

Depois de 4 anos e meio, a formação está bem perto

Chegando lá, me empolgava, várias discussões sobre o pensamento humano, origem da vida e o porquê disso e aquilo. História da Filosofia Antiga, Filosofia Política, Ética então, era, disparada, a melhor matéria que tinha na faculdade. Altas discussões ao fim de cada aula. Mas, com o tempo, o futuro insistia em me incomodar. Ficava me perguntando se a vida de filósofo dava dinheiro. Eu seria o quê? Professor? Logo eu que ainda tenho traumas da minha época de escola onde mesmo quietinho na minha a confusão me procurava e me encontrava. Me metia em brigas apenas por discordar das pessoas em pequenas coisas. Sofri demais pelos colégios que passei. Não. Não queria ser professor, definitivamente.

Esse negócio de estudar e trabalhar me cansava demais. Aliado ao desânimo do provável futuro no magistério, acabei trancando a faculdade de filosofia na UERJ. Fiquei trabalhando, apenas. Ganhando e gastando dinheiro. Economizando na poupança para depois gastar novamente. Não daria para chegar a lugar nenhum assim. Pensava no meu gosto por esporte, na minha paixão pelo futebol. Bingooo!!!! Por que não fazer jornalismo? Lembrava que ficava narrando jogos de botão sozinho na sala, lembrava que ficava fazendo campeonatos em que os resultados eram decididos no dado. 

Fui lá e fiz jornalismo e passei pelo Prouni. Bolsa de 100% em uma faculdade particular. Tive que me despedir de vez da filosofia. Agora não podia vacilar. Não podia perder outra oportunidade. Lá se foram 4 anos e meio e estou perto de me formar faltando apenas o trabalho final de curso. Não consegui trabalhar com esporte neste tempo. Tentei estágio no Lance, principal jornal de esporte da região, por três ocasiões e acabei não passando. 

Acabei por duas vezes conseguindo estágio em assessorias de imprensa e, aos poucos, fui me afastando do esporte e do futebol. Gostei demais dessas experiências e mais uma vez me questionei sobre meu futuro como jornalista. O interessante é que eu nem conhecia este ramo de trabalho (Assessoria) quando passei para o curso. Pensava em trabalhar com futebol internacional, cobrir o torneio de Roland Garros de tênis e viajar para acompanhar alguma Copa do Mundo.

Assessoria de comunicação? Será este o futuro?
Faço estágio em uma assessoria em que a cada dia entro em contato com informações novas sobre os mais variados assuntos. Isso me faz ficar mais cabeçudo rs. Além de me fazer entender que este é um excelente campo de trabalho. Agora, eu não sei. Continuo questionando. O certo é que o mundo terá um novo jornalista formado em breve cheio de dúvidas e receios, mas cheio de vontade de aprender mais e mais com essa profissão doida que eu escolhi.

Chego no meu trabalho de conclusão de curso falando de futebol e da transmissão do campeonato brasileiro. Posso estar fazendo qualquer outro trabalho, mas o futebol sempre terá algum papel nesta pauta. Penso nisso em um futuro mestrado, doutorado...

De qualquer forma, não sei onde estarei trabalhando daqui a alguns meses, só sei que estou em busca do meu lugar ao sol. Seja aonde for, sei que vou gostar muito do que vou fazer como futuro jornalista

Grande abraço
Fernando

sábado, 15 de março de 2014

Pra que pensar na morte

Olá a todos

No meio dessa correria toda, resolvi dar uma parada e pensar um pouco na vida ou no fim dela. Esta semana me deparei com vários aspectos do fim da vida que me fizeram refletir muito sobre o tema. Primeiro, não é um assunto que as pessoas gostam de falar e conversar, nem eu gosto muito, mas quem gosta não é? Nós fugimos ou tentamos fugir da morte, mas o fato é que nunca saberemos quando vai chegar a nossa hora, talvez seja melhor assim. Se soubermos o dia em que vamos morrer, podemos fazer de tudo para evitar esse dia e acabarmos morrendo mais rápido.

Esta semana foi de certa comoção no estágio por conta de uma homenagem no jornal institucional a um funcionário falecido recentemente. Ele era muito querido e o legado que ele deixou foi tão significativo que foi difícil para algumas pessoas falar dele. De qualquer maneira, ele não está mais aqui para receber a homenagem, talvez isso deveria ter sido feito com ele ainda em vida, mas sua trajetória foi interrompida na metade da vida no auge dos seus 52 anos.

Um ator também se foi esta semana, sua numerosa família estava dando entrevistas como de praxe nessas horas, todos estavam lá pára vê-la dizer que ele não estava mais lá. A doença tinha levado todo o seu ser, sua consciência, seu agir, seu coração foi o último a parar. Nosso corpo luta ferozmente contra o fim, luta até não poder mais, é uma guerra que não pode ser vencida, mesmo assim a vida pode ser prolongada por anos e anos a fio com muito desgaste, força e determinação. As vezes, a vida vence, mas, no geral, as lembranças é que contarão a riqueza de nossa história aqui.

Personagem "Puro Osso", e a foice sempre presente.
Confesso que tenho medo dela, talvez seja a insegurança de ver a morte passar perto de você ou de alguém que conheço e eu não poder fazer nada. Talvez seja a nossa incapacidade humana com o que há de mais duro em nossa existência. Podemos ir à lua, podemos ir ao espaço, podemos construir e levantar cidades, mas não podemos vencer a morte. Sempre quando fico sabendo que alguém próximo está muito doente, fico chateado. Normal até, mas, o que chateia mais é a possibilidade de nunca mais ver a pessoa, de nunca mais participar e tê-la em nosso convívio, ainda que esta pessoa seja um pouco distante de mim. 

Minha avó, numa certa idade dela, pensava muito na morte, falava dela todos os dias, praticamente. No auge dos seus 80 anos, sabia que se aproximava do fim e tinha medo disso. Eu via aquela que seria a pessoa mais corajosa que já conheci em toda minha vida tremer de medo do fim de sua existência. Ela sabia que essa hora viria, mas não queria ir. Só quando ficava com raiva e achava que estava dando trabalho para a gente, aí ela falava que tinha que morrer logo, mas isso nunca acontecia. Nos deixou quando nós menos esperávamos e é uma das pessoas que mais sinto falta. Penso nela sempre, porque foi graças a ela que sou a pessoa que sou hoje, cheio de virtudes e defeitos.



Todas essas coisas nos alertam para a finitude de nossa vida e em como precisamos dar valor a cada segundo em que estamos por aqui. Eu tenho medo da morte, não pela morte em si que sei que virá para todos, mas medo da dor, do sofrimento meu e dos amigos e parentes. Sei que todo mundo tem isso, mas quando se é jovem, você não pensa nisso, achamos que somos infinitos como todos os nossos sonhos e planos. Se nos apaixonamos é para sempre, se odiamos é para sempre, mas nunca pensamos que poderíamos não estar mais por aqui.

Mas a gente cresce e nossos pensamentos mais obscuros tomam forma e passamos a temer pelas pessoas e pelas coisas. Vivemos sempre para um amanhã que nunca vem, mas continuamos fazendo isso todos os dias. Melhor assim, somos condicionados a não pensar na morte, é melhor assim. É melhor que seja sempre assim. Ela não gosta de avisos, só o último. Se ela fosse aquela imagem dos gibis da turma da Mônica, com a foice na mão, talvez não seria tão assustadora. Até porque já estamos acostumados com esta imagem. Ainda mais se ela vier assim sorridente e bem humorada como ela é nos quadrinhos. Poderia ser como o personagem Puro Osso das Aventuras de Billy e Mandy também rs. Seria hilário, mas não é. Gostaria até de saber o porquê dela ser personificada sempre com esta imagem.  

Se a morte fosse assim, não seria tão assustadora não é?
Nos resta e a cada ser humano, orar, acreditar que Deus sempre tem o melhor para a gente, não importando o que aconteça. E também que Deus olhe para as pessoas próximas que estão enfermas. Sabendo que Deus tem o controle da vida e da morte e sabendo que sempre tem o melhor para nós. Pra quê pensar na morte se estamos cheios de vida, alguns vão dizer. Só sei que é uma forma de externar algumas preocupações que estão aqui dentro

Grande abraço
Fernando

 

domingo, 9 de março de 2014

Por onde andei

Olá a todos

Nossa, quase um mês sem escrever no blog, ainda mais este ano que tenho metas com respeito a número de postagens e tal. Esses tempos tem sido um pouco complicados para mim por conta de compromissos que tenho que cumprir este ano. Eu e minha noiva pretendemos nos casar ano que vem, e aí estamos batendo perna em busca de um local para o casamento. Ela, que foi tema de um dos textos mais acessados do blog: Quando um homem diz que ama de verdade, se quiserem deem uma passada lá :)

Tantos lugares para fazer o casamento, fica difícil escolher
 Achar um local adequado não é fácil, ainda mais não tendo muita grana a disposição, mas estamos na luta e batendo bastante perna em busca do tão sonhado lugar. Estamos vendo essa parte de escolher o local com certa antecedência, isso vai nos ajudar, principalmente na questão da grana, é mais tempo para pagar tudo isso rs. Isso também dá calma e tranquilidade para escolher o melhor lugar para realizar o casamento e, para isso é necessário bater perna mesmo. Outra coisa de tirar o sono é a monografia. Eu tinha um tema no início do ano passado, mas resolvi mudar de tema e me enrolei com ele, preferindo terminar todas as matérias da faculdade e deixar a mono para o último período. Isso me custou 6 meses da minha vida.

Em busca de transformar um sonho em realidade
Pensei que, como o principal motivo de eu ter feito jornalismo foi o futebol e o esporte, nada melhor do que encerrar a faculdade falando sobre isso. Iniciei minhas pesquisas e já tenho boa parte do material em mãos, agora só falta mesmo o orientador aprovar meu projeto e pôr mãos à obra. Acredito que vai ficar muito bom, pelo fato de ser um assunto pouco explorado no meio acadêmico. Espero estar dando início a um trabalho que pode ser uma ponte para um mestrado ou doutorado, quem sabe...

Meus livros de apoio para a monografia, e ainda vem mais por aí
Tive que refazer totalmente meu pré-projeto e ir em busca de um orientador este ano. Tive algumas dificuldades pelo fato da professora que escolhi não poder me orientar porque está no final do doutorado dela. Só consegui resolvi fazer isso agora no fim do carnaval. Ufa, parece que a coisa vai andar agora, o que pode significar ainda menos postagens, mas sempre que puder vou postar aqui porque o Blog faz parte deste meu processo de formação também.

Anotando e esquematizando tudo da monografia
Agora é orar, buscar e continuar lutando e procurando, seja um local adequado para o casório, seja dando prosseguimento a monografia. Peço a Deus que abençoe esses objetivos. Ano de muitas mudanças esse 2014.

Grande abraço.
Fernando dos Santos

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Confusões no país da Copa

Olá a todos

Em outubro de 2007, a FIFA ratificou o Brasil como país sede da Copa do Mundo de 2014. Foi uma alegria e histeria geral. Telões espalhados pelo país para que todos pudessem assistir a cerimônia, alegria geral e muito contentamento. O país teria cerca de 7 anos para se preparar para o torneio. Mas, o que se viu a partir daí foi uma sucessão de erros e equívocos que podem transformar o sonho de receber a competição internacional de futebol em um pesadelo. 

Acidente na Arena Corinthians que deixou um morto
Num país onde a roubalheira e impunidade de políticos é quase cultural, assistimos a obras em que os orçamentos aumentavam a cada dia, pessoas morrendo nas obras e os desmandos da FIFA no país, principalmente na disputa da Copa das Confederações no ano passado. No junho do ano passado, os protestos estouraram pelo país demonstrando a insatisfação de muitos brasileiros com os desmandos e a falta de respeito dos governantes pelo povo. 

Agora, o sonho da Copa está em cheque, os movimentos prometem manifestações intensas durante o torneio e com protestos cada vez mais violentos, sobrou para o cinegrafista da Rede Bandeirantes, Santiago Andrade. Digo que este fato foi uma morte anunciada, pois vários jornalistas ficaram feridos em protestos no ano passado. A morte de Santiago trás à tona a violência desmedida tanto por parte da polícia quanto por parte dos manifestantes e mostra que os protestos deste tipo estão indo longe demais. A morte dele também trás à tona os riscos que os jornalistas correm todos os dias em busca da melhor imagem, da melhor foto, da melhor cena e acabam não cuidando do principal, a própria segurança. 


Uma das mensagens dirigidas à FIFA nos protestos
As pessoas perderam a noção de como protestar e colocam em risco quem não tem nada com aquilo ou está ali para trabalhar como é o caso dos jornalistas. As pessoas parecem que estão enlouquecendo aqui no Rio de Janeiro, aqui no lugar onde vai ser a final da Copa do Mundo, as pessoas se sentem no direito de fazer justiça pelas próprias mãos e são aplaudidas por parte da sociedade, como no caso do menor assaltante preso num poste com um cadeado de prender bicicleta. Essas mesmas pessoas se esquecem que para um menor chegar ao ponto de roubar alguém é porque faltou alguma coisa lá atrás, na sua criação, na sua família, algo deu errado, mas elas não querem saber, esse é o nosso país louco. País das soluções imediatas, mas não para a Copa.


Cinegrafista antes de ser atingido por rojão
Não sei como vai ser em junho, espero que esta Copa passe rápido, mas receio que o legado, (nunca escutei tanto essa palavra ultimamente) que tanto dizem, não vai ser nada daquilo que a gente espera. A Cidade está um caos, as pessoas estão doidas e com medo nas ruas por conta da violência. Jornalistas morrem no país da Copa, na cidade onde será a final da Copa. Sério, já não estou feliz com a Copa do Mundo no Brasil. 

Grande Abraço.