quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Confusões no país da Copa

Olá a todos

Em outubro de 2007, a FIFA ratificou o Brasil como país sede da Copa do Mundo de 2014. Foi uma alegria e histeria geral. Telões espalhados pelo país para que todos pudessem assistir a cerimônia, alegria geral e muito contentamento. O país teria cerca de 7 anos para se preparar para o torneio. Mas, o que se viu a partir daí foi uma sucessão de erros e equívocos que podem transformar o sonho de receber a competição internacional de futebol em um pesadelo. 

Acidente na Arena Corinthians que deixou um morto
Num país onde a roubalheira e impunidade de políticos é quase cultural, assistimos a obras em que os orçamentos aumentavam a cada dia, pessoas morrendo nas obras e os desmandos da FIFA no país, principalmente na disputa da Copa das Confederações no ano passado. No junho do ano passado, os protestos estouraram pelo país demonstrando a insatisfação de muitos brasileiros com os desmandos e a falta de respeito dos governantes pelo povo. 

Agora, o sonho da Copa está em cheque, os movimentos prometem manifestações intensas durante o torneio e com protestos cada vez mais violentos, sobrou para o cinegrafista da Rede Bandeirantes, Santiago Andrade. Digo que este fato foi uma morte anunciada, pois vários jornalistas ficaram feridos em protestos no ano passado. A morte de Santiago trás à tona a violência desmedida tanto por parte da polícia quanto por parte dos manifestantes e mostra que os protestos deste tipo estão indo longe demais. A morte dele também trás à tona os riscos que os jornalistas correm todos os dias em busca da melhor imagem, da melhor foto, da melhor cena e acabam não cuidando do principal, a própria segurança. 


Uma das mensagens dirigidas à FIFA nos protestos
As pessoas perderam a noção de como protestar e colocam em risco quem não tem nada com aquilo ou está ali para trabalhar como é o caso dos jornalistas. As pessoas parecem que estão enlouquecendo aqui no Rio de Janeiro, aqui no lugar onde vai ser a final da Copa do Mundo, as pessoas se sentem no direito de fazer justiça pelas próprias mãos e são aplaudidas por parte da sociedade, como no caso do menor assaltante preso num poste com um cadeado de prender bicicleta. Essas mesmas pessoas se esquecem que para um menor chegar ao ponto de roubar alguém é porque faltou alguma coisa lá atrás, na sua criação, na sua família, algo deu errado, mas elas não querem saber, esse é o nosso país louco. País das soluções imediatas, mas não para a Copa.


Cinegrafista antes de ser atingido por rojão
Não sei como vai ser em junho, espero que esta Copa passe rápido, mas receio que o legado, (nunca escutei tanto essa palavra ultimamente) que tanto dizem, não vai ser nada daquilo que a gente espera. A Cidade está um caos, as pessoas estão doidas e com medo nas ruas por conta da violência. Jornalistas morrem no país da Copa, na cidade onde será a final da Copa. Sério, já não estou feliz com a Copa do Mundo no Brasil. 

Grande Abraço.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Uma novela, um beijo, uma discórdia

Olá a todos

Esta semana foi considerada histórica pelo primeiro beijo gay da televisão brasileira no último capítulo da novela Amor à Vida. O mundo ficou feliz e melhor após isso finalmente acontecer. Deu um tapa na cara nos preconceituosos e falsos moralistas de plantão e mostrou que o Brasil é um país realmente de todos e não apenas de uma galera que pensa que todo mundo tem que pensar que nem eles, mas, como já está virando moda ficar falando isso, só que não. Acho engraçado a comoção das pessoas, tanto os amantes da nobre causa gay como dos outros que não são. Esse beijo mais cedo ou mais tarde iria acontecer e tinha que ser na novela das oito, ou nove. A Rede Globo é conhecida mundialmente por suas novelas, a complexidade de cada trama com seus duzentos e poucos capítulos faz com que, continuamente, a emissora exporte seus folhetins para vários países do mundo.

Será que estamos caminhando para uma ditadura, onde apenas um grupo tem voz e apenas um grupo tem razão?
Essa novela não foi diferente das outras, pois, o "mocinho", a pessoa mais importante, era a última pessoa na face da terra que tinha que ter esse papel. E não era por ele ser gay e , sim pelas maldades que aprontou durante toda a novela e no final escapou impune de todas elas. Sou cristão e sempre ouvi muitas críticas às igrejas que acolhem ex-bandidos, ex-presidiários, ex-drogado, ex-isso e ex-aquilo. Sempre ouvi que as igrejas aceitam os piores tipos de gente e que acolhe aqueles que o mundo deveria desprezar, pois fizeram coisas muito erradas na vida e, por isso, merecem nossa eterna condenação.

O que dizer do personagem Felix, que fez tantas maldades quanto qualquer bandido ou mais, e ser amado do jeito que foi, porque era engraçado, porque ficou bonzinho e carregava um peso de ser um personagem gay, que deveria ser a voz deste movimento para o mundo e para as pessoas. Após a tal cena do beijo vi as mais variadas mensagens nas redes sociais com escritos ofensivos direcionados aos evangélicos. Eram mensagens que mostram que também existe e está sendo criado um preconceito contra evangélicos por conta de toda essa questão que foi levantada durante todo o ano. É engraçado que aqueles que criticam os cristãos demonstram ser ainda mais preconceituosos quanto as pessoas que eles criticam. 

A mídia já levantou a sua bandeira pró Movimento LGBT com suas mensagens e reportagens exaltando todas as mensagens vindas deste grupo. É só vocês repararem em como os jornais abordam os evangélicos, sempre tidos como intransigentes, preconceituosos e como exaltam o delegado que teve a coragem de mudar de sexo e mostram de todas as formas como é positivo abraçar a causa gay. Isso é importante pois, foi definido um lado para seguir. Um está certo e o outro errado e é assim que tem que ser. Virou uma briga de gato e rato que não é boa para nenhum dos dois lados.  

Vejo essa questão também como algo político, os evangélicos estão crescendo demais no país, inclusive com representação importante no Congresso Nacional, vejo que isso assusta demais as pessoas. É importante para alguns grupos que os evangélicos sejam vistos desta maneira, como preconceituosos, como bobos que ficam dando dinheiro para o pastor, que ficam acolhendo as piores pessoas da sociedade, os Guilhermes de Pádua da vida, e etc. a representação política é um direito de todos e isso faz parte da democracia, para o bem ou para o mal cada grupo existente neste país tem um ou mais representantes no congresso para defenderem seus direitos, é o caso dos Cristãos, Católicos, Gays, Índios, Ruralistas, etc. Vivemos num país livre não é? Ou o país é livre para um e não para outro? 

Sei que há muitas coisas erradas em nosso meio, há líderes ruins, há cristãos que se comportam como pessoas odiosas, há muitos que professam a fé mas não a colocam em prática. Mas sei também que há uma galera fazendo um trabalho maravilhoso por aí de resgate de vidas perdidas e desprezadas por esta sociedade do “bandido bom é bandido morto”. Há um movimento e que cresce a cada ano que está tirando muitas pessoas dos mais variados vícios e mudando para melhor a vida de muita gente. Mas não somos perfeitos, e jamais seremos, erramos e erramos bastante também.

O discurso é sempre o mesmo, não gostou? Que fique longe da TV
Nas novelas o personagem mal é sempre o mais amado, o mais idolatrado pela audiência. O Bonzinho, o honesto é o chato e sem graça. A esposa é a megera má, mas a amante é legal, carinhosa e atenciosa e bonita. O importante é ser uma pessoa descolada e que concorda com tudo. Esse pode ser um recorte da realidade, mas de maneira nenhuma pode ser tratada como regra. Sou apenas mais um falso moralista falando, não é isso? Deveria eu também abraçar esta causa e ser querido por todos.

O pior é que não conseguimos ter uma discussão saudável sobre o assunto, se estamos numa democracia porque as pessoas não podem discordar do movimento gay, se há muitos a favor também há muitos contra e elas não se tornam homofóbicas apenas porque estão discordando. As pessoas não se tornam preconceituosas apenas porque discordam das práticas homossexuais. O cristão, o crente verdadeiro ama a todos sem distinção, mas amar não significa aceitar tudo o que a outra pessoa diz ou faz. Amar é se aproximar de Deus e das pessoas sem julgá-las entendendo que o problema dela pode ser ou já foi o seu também. É buscar estender a mão sempre sem olhar para a cara de quem estás ajudando.

Uns mandam desligar a TV e não ver novela, outros mandam tirar as crianças da frente da telinha, outros acham isso muito engraçado, e muitos outros acham que isso tudo não tem nada a ver. Mas vejo com muito cuidado essa nova forma de preconceito contra os evangélicos, ainda mais nas redes sociais onde está cheio de pessoas que pensam que tem visão política, mas reproduzem uma mensagem que não são deles só para parecerem politicamente corretos. Infelizmente, não existe bom senso em nenhum dos dois lados. 

Grande abraço
Fernando

sábado, 25 de janeiro de 2014

Um dia de fúria

Olá a todos

Ultimamente, tenho me estressado demais à procura de um tema que comportasse aquilo que eu desejo trabalhar na monografia, no caso o futebol. E quando tudo isso fica demais, uma das formas de dar uma relaxada é assistindo um bom filme. Faz tempo que tentava encontrar o filme Um dia de Fúria na internet e nunca conseguia, mas semana passada dei sorte e finalmente conseguir rever o que considero um clássico. O filme de 1993, mostra um cara totalmente transtornado e que vai atropelando quem entra no seu caminho no dia do aniversário da filha com sua ex-mulher. Depois de perder o emprego o personagem interpretado de forma magistral, diga-se de passagem, pelo ator Michael Douglas, surta e entra numa espiral de violência contra todas as incoerências existentes na infernal Los Angeles.

São essas incoerências que fui destacando na releitura deste filme a despeito de todo descontrole emocional do personagem principal. É o coreano da loja que se recusou a trocar o dinheiro inteiro por moedas para que ele conseguisse usar o telefone, a intransigência do gerente da lanchonete em não vender o café da manhã só porque o cliente chegou 5 minutos depois da hora em que o café é vendido apesar de ainda haver quantidades disponíveis para a venda. Não adiantou nem apelar para a máxima "O Cliente tem sempre razão". Depois, ainda teve que receber um produto totalmente diferente do anunciado. 21 anos depois, não é o que vemos por aí todos os dias quando vamos a alguns lugares? Engraçado notar que ele só era atendido em algo quando percebiam que ele estava armado, aí tudo, em tese, ficava mais fácil.



Tem gente que pega o nome do filme, e neste caso uma ótima escolha, um dia de fúria, para destacar a loucura com que somos submetidos com o ritmo frenético de uma grande cidade. E muitas coisas acontecem por conta disso. É claro que você não vai ver um cara saindo por aí dando tiro em todo mundo só porque não foi bem atendido na loja, mas já perdi a conta de quantas ocorrências presenciei por conta da falta de flexibilidade das pessoas na rua. Todos os dias me deparo com o motorista que destrata o passageiro e passa do ponto, o atendente que fica no celular mesmo tendo cliente para atender no balcão, ou o segurança da loja que te segue achando que você vai roubar algum produto. 

Tentando enxergar o filme por uma outra ótica, após o William Foster sai da loja onde foi pessimamente atendido pelo coreano, ele passou a não relevar mais nada em que não concordava. Quando foi encurralado pelo maluco vendedor na loja de armas teve que lidar com aquelas ideias racistas e antissemitas e com aquela loucura que já começava a tomar conta dele. Ao invadir o campo de golfe, se indignou com o lugar sendo usado como lazer de poucos ao invés de ser utilizado como área de entretenimento para crianças e famílias.

O policial interpretado pelo excelente Robert Durvall é o contrário, um cara que tenta sobreviver a loucura do mundo e da profissão. Uma pessoa sem vícios e que incomoda os colegas pelo simples fato de não xingar. Uma pessoa controlada mesmo frente ao desequilíbrio aparente da esposa, é o cara que escapa cordialmente as investidas de uma colega de trabalho que o admira muito. Equilíbrio mesmo em meio a uma Los Angeles imersa na criminalidade como o era no início da década de 1990. Engraçado que no final, o sensato e o louco cruzam o caminho um do outro e o louco precisa sair de cena para restabelecer a ordem naquela cidade caótica mostrando onde a loucura do mundo pode levar uma pessoa.  

Ou seja, são tantos exemplos que penso que o diretor do filme quis dizer algo a mais do que simplesmente um louco saindo por aí distribuindo violência. Penso até que chega a ser o contrário com a violência que ele recebeu em todos os lugares em que ele foi até chegar ao limite, ao fundo do poço encontrando a morte. Acho que Um Dia de Fúria Mostra uma América doente, doente como o personagem Willian Foster e doente como todos os outros que cruzaram o caminho dele, talvez até mais. É o veneno da vida moderna impregnando e tirando a humanidade de quase todos a sua volta. É mais ou menos o retrato do que temos que encarar todos os dias quando passamos pela porta de nossa casa em direção à rua.


Um dia de fúria é um daqueles filmes que você vê e nunca esquece, fica maquinando, maquinando e buscando explicações de como essa ideia saiu da cabeça do diretor. Escrevi demais, não sei se alguém vai ler isso. Se viram o filme me falem o que acharam, apesar de ser um filme bem antigo, se não, podem falar do paralelo que fiz com os dias de hoje. Vou tentar ser menos prolixo nos próximos textos.

Grande abraço


quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Rolezinho

Olá a todos

Vocês alguma vez já deram um rolezinho no shopping? Eu fazia isso quando não tinha nada para fazer ou queria sair de casa um pouco. O shopping é um lugar legal, tem vitrines, coisas bacanas e caras que não posso comprar e outras coisas mais interessantes como cinemas e livrarias, principalmente. Esta semana a palavra rolezinho apareceu em várias matérias, artigos e reportagens veiculadas por aí. Aconteceu algo bem parecido com o que ocorreu no meio do ano passado quando diversas  manifestações estouraram por todo o país.

A imprensa, políticos e intelectuais lançaram mão de suas teorias para tentar explicar o que acontecia. Vândalos (fiquei com esta palavra na cabeça de tanto escutá-la na época), bandidos, arruaceiros, o discurso foi o mesmo de sempre. Os movimentos sociais no país, principalmente aqueles que vão para rua protestar contra qualquer coisa, são sempre criminalizados por parte da sociedade e da imprensa. Eles alegam que são movimentos violentos e promovidos por pessoas que não querem o bem comum a todos e só querem baderna.



Infelizmente acabei chegando a algumas conclusões sobre tudo isso: Primeiro, é muito difícil não ter a presença da violência nessas ações uma vez que há falta de diálogo dos dois lados, tanto da força policial quanto dos manifestantes. Segundo, as recentes manifestações assustaram e ainda assustam a opinião pública que vê nelas a ameaça a ordem estabelecida como se essa ordem que há hoje no país fosse boa para todos e todos nós sabemos que não é. Em muitos textos que li sobre o assunto, o de um colunista da Veja chamou minha atenção porque ele chamou o movimento de rolezinho da inveja. Ele chamou as pessoas de bárbaros incapazes de reconhecerem a própria inferioridade e que eles morrem de inveja da civilização. Acho que uma simples inveja não é capaz de mobilizar milhares de pessoas em torno de um bem comum, é um argumento muito simplista e até certo ponto, preconceituoso. 

Enfim, este é o pensamento de uma elite que procura criminalizar todos os movimentos que surgem por aí. Não importa, se fazer algum barulho o negócio não é sério. Não estou aqui para defender o movimento, até porque não o conheço o suficiente para julgá-lo se é bom ou ruim. Se o objetivo era fazer barulho, eles conseguiram. Falar que o shopping é um local particular e tentarem impedir as pessoas de entrarem no lugar a partir de critério subjetivo dos seguranças é incentivar ainda mais o preconceito velado que persiste no país. Sei que o pobre sempre será de alguma forma discriminado no Brasil, não importa o lugar.

Isso chega a ser engraçado quando penso que sempre quando vou ao Barra Shopping, um dos principais aqui do Rio, e entro em uma livraria, o segurança vai atrás de mim me cercando e vigiando para ver se eu não vou roubar alguma coisa. Quado isso acontece me sinto super mal, é como se ele estivesse dizendo que aquele lugar não é para mim, que eu não deveria estar ali, que deveria estar em outro lugar ou que não tenho o perfil para comprar alguma coisa naquela determinada loja. Perfil para roubar, eu tenho, na visão deles, então, preciso ser vigiado de perto. Eu deveria me acostumar com isso, já que para a sociedade o negro é uma ameaça até que se prove o contrário. Mas sempre me sinto mal por isso porque sou um cidadão como qualquer pessoa que frequenta aquele lugar.

As charges que escolhi na internet mostram a visão que a sociedade tem deste movimento que incomodou muita gente nesses últimos dias. Não sei onde esse movimento vai parar só sei que o preconceito velado, chamado preconceito cordial sempre vai perseguir a gente não importa se o país melhorou economicamente, se há mais negros na universidade se há menos pobres no país, etc. Isso não é mimimi, é a realidade.

Grande Abraço
Fernando dos Santos

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

A violência da natureza

Olá a todos

Esta semana ficamos sabendo por meio de notícias do rigoroso inverno que os Estados Unidos passam neste ano. Quando vi as fotos com as mais variadas paisagens congeladas, foi inegável não pensar no filme "O Dia Depois de Amanhã". Não sei já viram, o filme mostra a história do mundo atingido por uma modificação drástica da temperatura praticamente entrando numa era Glacial. Pensei também nas mudanças climáticas por que passa o mundo nos últimos anos. Sei que é uma relação muito exagerada, mas é algo para refletir a presença constante de desastres naturais nas mais variadas regiões do globo. 

Aqui no Brasil é o contrário, com o tempo cada vez mais quente, a ponto de em uma semana registrar as temperaturas mais altas no mundo. Muito se fala sobre aquecimento global, efeito estufa e etc, o certo é que ainda não chegou a um consenso sobre isso de forma que se possa fazer algo para evitar o problema. E assim, fica difícil parar de poluir ou pensar em maneiras de preservar o que ainda temos aqui na terra.

Um farol em Michigan completamente congelado (Foto: Madelyn P. Hastings / The Muskeon Chronicle AP)

Antes de acontecer o tsunami na Indonésia e depois no Japão, isso era coisa de filme, da imaginação do mais doido dos cineastas. Hoje, furacões e terremotos já são registrados em regiões do Brasil e parece que isso será cada vez mais frequente. O pensamento da maioria dos líderes mundiais é que o crescimento da economia tem que continuar aconteça o que acontecer e só mostram alguma preocupação quando algo de terrível acontece e esta preocupação é apenas momentânea.

O homem que deu vida através do cinema de todas as formas possíveis e imaginárias de tragédias naturais, hoje tem que conviver com a possibilidade delas se materializarem na vida real. Me preocupo com o futuro da terra, mesmo sabendo que posso fazer muito pouco pata ajudar. A natureza nunca foi tão violenta como agora.

Grande Abraço
Fernando dos Santos

domingo, 5 de janeiro de 2014

O poder de uma música

Olá a todos

Aqui onde moro é um local onde o Funk é a principal música tocada nas ruas. Qualquer lugar que você entre ou passe, pode ter certeza que ouvirá o pancadão tocando em alto volume com músicas que falam das mais variadas formas de fazer sexo. Ontem, ao passar por uma rua onde o funk rolava alto me perguntei como as pessoas conseguiam ouvir sempre aquele tipo de música todos os dias. Pensei que deveria ser uma música dançante, com um ritmo legal, uma levada maneira, mas as letras, uma pior do que a outra. Mas não queria me ater apenas a isso.

A música tem uma importância fundamental e, de certa forma, conta muito da pessoa que a está ouvindo. Ela tem um poder imenso porque pode trazer alívio, descanso, paz como também trazer adrenalina, euforia e prazer. Para mim, a música sempre teve um papel especial pelo momento de vida que estou passando no momento. Não sou muito de parar para escutar, mas quando uma música impressiona ou toca fundo no coração, fico escutando a mesma música, 5,10, 20 vezes seguidas.

Dependendo do momento, uma música pode fazer toda a diferença
Por aqui, aconteceram várias coisas que me deixaram triste, abatido e desanimado. Quando um novo ano se inicia somos instigados a renovar nossas esperanças na vida e ganhamos um ânimo para tentar fazer tudo o que não fizemos no ano anterior. Aí, numa noite cansativa de sábado, durante um culto escuto pela primeira vez a música "Ser Conhecido de Deus" do Grupo Renascer Praise. Nunca havia escutado sequer nenhuma música deste grupo sabendo que eram deles, quanto mais esta linda canção que tocou fundo demais no coração me levando algumas vezes as lágrimas. 

A música tem poder, fiz um paralelo com o funk, que é a música mais tocada aqui no bairro onde onde moro é marcante porque reflete a forma como algumas pessoas vivem ou querem viver por aqui. A a música do Renascer Praise me tocou pelo fato de eu precisar ser lembrado que Deus estava olhando para mim, mesmo naquele momento difícil que eu estava vivendo comigo mesmo me sentindo mais fora do que dentro. E, de alguma forma renovou minhas esperanças neste ano.

Sei que existem 1001 motivos para a gente escutar esta e desprezar aquela música, mas acredito que ela tem um poder ainda maior de tocar as pessoas, sejam com mensagens positivas ou negativas de uma forma que a gente nem imagina.

Grande Abraço
Fernando dos Santos


quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Promessas de Janeiro

Olá a todos

Janeiro é um dos meses mais importantes do ano. Se por um lado é o mês das férias e do descanso, também é o mês dos planos e das promessas para fechar bem no final do ano. Sei que alguns de vocês fazem isso ou escrevem no papel o que gostariam de mudar ou fazer em cada ano. A minha maior dificuldade é cumprir todos os meus objetivos. Este ano de 2014 é ainda mais especial porque envolve uma série de responsabilidades que jamais tive que encarar na vida.

Quando vamos ficando mais velhos, entramos em conato com coisas que não tínhamos que nos preocupar na adolescência, como arrumar um emprego e ser bem sucedido na vida. Hoje, as prioridades estão mais ampliadas, arrumar um emprego já não é suficiente, tem que ser o melhor e ainda terminar a faculdade. Namorar não é mais suficiente, agora é a hora de casar e constituir sua família, ir a igreja todo domingo e na quarta já não é mais suficiente, tem que encontrar seu espaço ali e fazer mais pela aquela obra. 
Tempo de escrever os planos para o ano no papel e partir para a ação.
Neste ano fecharei um ciclo importantíssimo na minha vida para abrir outro ainda mais desafiador. Se por um lado o mês de Janeiro é para preparar a mente para tudo isso, do outro lado a acomodação que este mês proporciona pode prejudicar o andamento delas no decorrer do ano. É um misto de animação e preocupação. Fazer planos é muito fácil, basta colocar no papel que quero fazer isso, isso e aquilo, mas correr atrás é que faz com que as coisas aconteçam.

Então, tenho a monografia no primeiro semestre, em junho estarei formado, mais um jornalista neste mundo de emprego difícil. Pretendo fazer algumas provas, concorrer a vagas na minha área, será algo desafiador para mim pelo fato de ter tido muita dificuldade de encontrar vagas de estágio. Mais uma luta. E por fim, o casamento está cada vez mais próximo, é época de ver os preparativos, guardar mais grana e encarar as expectativas que este momento único proporciona. Uffaaa, que ano!!!! Que Deus me ajude a completar esses e outros desafios que certamente virão neste especial ano de 2014.

Grande abraço
Fernando dos Santos